Por que Baldy, Mendanha e Calil podem mudar de lado
Na chapa do governo, por exemplo, são cinco os partidos com senatoriáveis
Os quatro principais grupos políticos goianos, de Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT), estão incompletos. Quem tem senador de sobra (Daniel), não dispõe de vice. Quem tem vice (Wilder), enfrenta cisões nos demais cargos. Quem está sozinho (Marconi), convive com a incerteza de conseguir companhia. Quem tem candidato a presidente (Wilder e Bueno), quer cada centésimo de percentual dele. Mas o problema é maior para o Senado.
Na chapa do governo, por exemplo, são cinco os partidos com senatoriáveis, o MDB de Zacharias Calil e o UB de Gracinha Caiado (que já se manifestaram favoráveis a lançar apenas dois nomes), o PSD de Vanderlan Cardoso e o PP de Alexandre Baldy (que querem múltiplas candidaturas) e o PRD de Gustavo Mendanha (que tem apoio de Leandro Vilela, primo de Daniel e prefeito de Aparecida). Fogo amigo espalhou que Baldy desistiu de seu sonho para coordenar as campanhas de Daniel e Gracinha. Toda pinta de ser fake.
Vanderlan e Calil estão amarrados nas siglas, que não dominam, e só saem ao Senado se o presidenciável Ronaldo Caiado quiser. Mas, se forem podados, mudam de camisa: Vanderlan pula de lado igual a cabrito e Calil estava dias atrás no comitê de Wilder. Mendanha e Baldy são rebeldes: em 2018 (Baldy) e 2022 (Mendanha) saíram do caiadismo por se sentirem excluídos. Então, podem repetir a dose. Baldy já foi ministro, fez milhares de obras e se vê mais senatoriável que os concorrentes internos. Muito ódio ainda vai rolar debaixo da ponte, que virou muro. (Especial para O HOJE)
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