terça-feira, 3 de novembro de 2026

Prefeitos preocupados com os rumos da economia

Wilson Silvestrepor em
Prefeitos preocupados com os rumos da economia
O temor é que uma recessão encomendada, após anos e anos de descontrole nas contas públicas, reduza a arrecadação a ponto de faltar dinheiro para serviços básicos - Ilustração: Takeshi Gondo

A demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em definir a política econômica do próximo mandato tem deixado descabelado não só o mercado financeiro, mas também lideranças políticas bem mais distantes de Brasília e bem mais próximas da população: os prefeitos.

O temor é que uma recessão encomendada, após anos e anos de descontrole nas contas públicas, reduza a arrecadação a ponto de faltar dinheiro para serviços básicos, principalmente na área da saúde.

Na região do Entorno de Brasília, não tem nenhum prefeito otimista. “Em 2027, não adianta esperar ajuda do governador (Daniel Vilela), pois ele também terá que apertar o cinto”, resumiu um deles à coluna, sem muita cerimônia. Já na Região Metropolitana, o prefeito de Trindade, Marden Júnior (União Brasil), diz esperar que “o presidente Lula governe para todos, sem distinção partidária”.

Uma das preocupações mais recentes desses prefeitos envolve a criação de pisos salariais para categorias do funcionalismo público. Nos últimos anos foram dezenas, a mais recente o piso salarial nacional de R$ 3.036 para garis e demais profissionais da limpeza urbana, além do adicional de insalubridade de 40%, jornada de 6 horas diárias e 36 semanais, e aposentadoria especial em determinadas condições. Para a CNM, o impacto pode chegar a R$ 5,9 bilhões por ano nos cofres municipais.

Enquanto Lula ainda discute o futuro econômico do País, prefeitos correm contra o tempo, pois 2027 é o último ano pré-eleitoral para entregar a obra capaz de garantir reeleição ou sucessor. Em ano de vaca magra, até milagre político tem hora para acontecer.

Caminho nada fácil para Marinho
A maior ameaça à eleição de Rogério Marinho (PL-RN) para a Presidência do Senado não está no Planalto, mas nas traições dentro de casa. A primeira delas pode vir de Eduardo Gomes (PL-TO), que reeleito com o apoio bolsonarista, abriu diálogo para migrar para o PSD, legenda que apoia a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Juntos e misturados
Antagonistas nas urnas, PT e PL podem se juntar para barrar a aprovação do voto distrital misto, sistema que ambos veem como feito para beneficiar o fisiologismo do Centrão, em detrimento das siglas ideológicas. A convergência, porém, é capaz de gerar uma crise política para Lula (PT), que sem maioria no Congresso, depende do humor do bloco para ter o mínimo de governabilidade.

Celina atenta
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), não viajou para o exterior e descansa com a família longe das futricas políticas. No entanto, mantém constantes conversas com auxiliares próximos sobre demandas administrativas e se informa de tudo. É a tal história: se cochilar, o leite derrama. Por isso a constante vigilância, mesmo em momento de descanso.

Bom para Pirenópolis
Leitores da coluna em Brasília rebatem a nota publicada com o titulo “Lado de fora”, que faz referência ao funcionalismo público federal, maioria dos turistas em Pirenópolis. A nota dizia que, para algumas pessoas, não existem crise no País. “Uma publicação preconceituosa contra o funcionalismo público que contribui para a economia da cidade e são trabalhadores como qualquer categoria profissional”, escreve um leitor.

Cidade iluminada
Ainda sobre Pirenópolis, o prefeito do município, Nivaldo Melo, prevê que antes do Natal Pirenópolis vai concluir a troca de lâmpadas comuns por led. Por sua proximidade com Brasília, a cidade é um dos polos turísticos mais procurados em Goiás. Esse fluxo crescente de investidores e turistas exige do prefeito Nivaldo constantes investimentos em equipamentos públicos.

Caldas bombou
Dentre as cidades que mais receberam turistas neste feriado prologado, Caldas Novas bombou. Vídeo que circula nas redes sociais mostra grandes engarrafamentos e as principais vias lotadas de pedestres. Sinal de que a crise anunciada pelos especialistas econômicos não chegou ao bolso da maioria dos brasileiros.

Força sem força – Comandantes das três forças, Exército, Aeronautica e Marinha brasileira, se movimentam diante do cenário precário em que se encontra nossa defesa. Acrescente ainda a divisão cada vez acirrada entre os brasileiros.

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