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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Prévias do PT são barulhentas, mas o resultado não divide a militância

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 5 de fevereiro de 2026
PT
Ilustração: Takeshi Gondo

As próximas eleições gerais, em 4 de outubro, costumam deixar sequelas nos partidos e, em muitos casos, o candidato que era favorito acaba sendo derrotado devido à divisão entre os partidários. Mas, no PT, por mais barulhenta que seja a disputa entre as chamadas “correntes” ideológicas, o vencedor é abraçado como o candidato do partido. Às vezes um outro fica emburrado, mas segue a orientação da maioria “democraticamente”. A Xadrez acompanha as movimentações nos bastidores da disputa para a escolha do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal e em Goiás.

Na capital da República, o PT tem dois bons nomes na disputa: o veterano da legenda brasiliense, Geraldo Magela, que, além de ter sido deputado federal, secretário de Habitação e candidato a governador em 2002, mantém a pira da esperança do partido acesa, desde a derrota em 2014, quando concorreu ao Senado e ficou em 3º. Magela foi o primeiro a abrir o debate sobre candidatura própria no DF. “Coloquei meu nome à disposição do partido e defendo que a disputa com Leandro Grass seja referendada pela militância”, tem defendido em suas entrevistas.

O mesmo ocorre com o PT de Goiás, que, embora pequeno em termos de militância, discute lançar candidatura própria e dar condições de um palanque ao presidente Lula. Entre os pretendentes a disputar a vaga de governador estão o vereador Edward Madureira, o jornalista e militante histórico Cláudio Curado, o ex-deputado Luis Cesar Bueno e o advogado Valério Luiz. Ao contrário do DF, dificilmente haverá uma disputa prévia para escolher o candidato que vai representar a legenda para disputar o Palácio das Esmeraldas. Como as disputas em eleições gerais no passado, acabam por encontrar um consenso. Esse é o diferencial do PT em relação a outras legendas. Eles discutem, discutem, mas não se dividem.

Bruno reforça federação SD-PRD

Depois da conversa que teve com o governador Ronaldo Caiado (PSD) para continuar no União Brasil, o presidente da Alego, Bruno Peixoto, foca suas tratativas na nominata da federação PRD/Solidariedade. Ele disse ao governador que já havia se comprometido com os presidentes do Solidariedade, Paulinho da Força, e do PRD, Ovasco Roma Altimari, em ajudar na montagem de chapas para deputados federais e estaduais. De fato, Bruno é visto como o puxador de votos da federação e principal ativo para eleger, no mínimo, três deputados federais.

Nominata forte

A federação SD-PRD, presidida por Denes Pereira e Bruno Peixoto, é vista por outras legendas como a mais competitiva dentro da base caiadista. No PRD, por exemplo, acompanham Bruno os parlamentares Lucas Calil e Henrique Arantes, seguidos por Thiago Albernaz e Dra. Cristina. O movimento ocorre em um momento em que a maioria das siglas enfrenta dificuldade para montar chapas minimamente viáveis. Fora os grandes partidos, MDB, PSD, PL e União Brasil, os demais ainda patinam para reunir nomes com densidade eleitoral suficiente.

Haja votos!

Em Goiás, para eleger um deputado federal, o partido ou federação precisa alcançar cerca de 180 mil a 200 mil votos. Sem um conjunto de candidatos competitivos, essa meta se torna inalcançável. Mas, para Bruno, o arranjo também resolve um problema antigo. Apesar da força eleitoral, ele nunca contou com uma legenda estruturada para chamar de sua.

Tomou gosto

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, a caminho de ser oficializada comandante em chefe do União Brasil em Goiás, tomou gosto pela política além da rede de proteção social. Ela tem sido uma constante nos eventos do governo pelo interior, sinal claro que tomou gosto pelo corpo a corpo. Nesta quinta-feira (5), ela inaugura em Hidrolândia mais um colégio Padrão Século 21.

Ponto para Delúbio

A presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, em Goiânia, foi uma articulação do PT de Goiás, mas o principal “abre alas” desta agenda foi o pré-candidato a deputado federal por Goiás, Delúbio Soares.

Eduardo, o irmão de Michelle – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é uma das estrelas políticas do PL, mas seu irmão, Eduardo Torres, embora desconhecido do grande público, tem capital político para disputar vaga de deputado federal pelo DF.

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