Privilégios para os donos do poder e ranger de dentes à população
Duas castas seguem praticamente imunes a qualquer crise: políticos e a alta burocracia estatal
O custo de vida piorou para quase todo mundo no Brasil. O mercado financeiro já projeta inflação acima de 5% em 2026, acima do teto da meta. Mas duas castas seguem praticamente imunes a qualquer crise: políticos e a alta burocracia estatal.
Judiciário, Ministério Público, tribunais de contas e outros órgãos do andar de cima da pirâmide social vivem numa realidade paralela, pois enquanto o contribuinte aperta o cinto, Brasília discute novos auxílios, benefícios e reajustes. O clamor por austeridade raramente atravessa os corredores acarpetados do poder.
Na política, emendas parlamentares transformaram deputados e senadores em Poder Executivo nos próprios redutos eleitorais. Tudo isso favorece quem já está no cargo.
A renovação do Congresso dificilmente passará de 40%. Isso significa que cerca de 60% dos atuais parlamentares devem continuar. E, para os derrotados, quase sempre existe algum abrigo em ministério ou estatal. Ninguém que acumula poder costuma largá-lo espontaneamente. Como já dizia Frank Underwood, presidente americano na série House of Cards: “Dinheiro é mansão no bairro errado, que começa a desmoronar após dez anos. Poder é o velho edifício de pedra, que se mantém de pé por séculos”.
A política brasileira construiu assim, nas últimas décadas, um sistema em que os protegidos seguem protegidos. Se o País cresce, eles ganham. Se afunda, também. Já o cidadão comum paga a conta. Como sempre.
Pellozo e Vanderlan selam acordo
Fernando Pellozo (União Brasil) e Vanderlan Cardoso (PSD) estarão juntos em 2026. O prefeito de Senador Canedo anunciou o segundo voto no senador. Vanderlan, por sua vez, apoiará a pré-candidatura de Simone Pellozo (Republicanos) a deputada estadual.
Rixa no passado
Pellozo foi eleito prefeito pela primeira vez, em 2016, com apoio de Vanderlan. Depois, a relação azedou, ao ponto de o senador lançar a própria esposa contra o antigo afilhado político. Agora, pelo visto, as feridas ficaram no passado.
DC é Marconi
Depois de meses isolado, Marconi Perillo (PSDB) finalmente ganhou companhia. O Democracia Cristã decidiu apoiar a sua pré-candidatura ao governo. Mesmo longe de ser uma grande frente oposicionista, para quem estava praticamente sozinho já é um alívio.
Resistência 6×1
Apesar do acordo entre Hugo Motta (Republicanos-PB) e Lula (PT) em torno do texto que acaba com a jornada 6×1, o empresariado não pretende assistir passivamente à tramitação. A principal reclamação é a ausência de uma transição mais longa. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) deve liderar a pressão por mudanças.
Reduto Centrão
Quase 3 mil tratores, mais de 2 mil carretas, 1.037 caminhões e 828 retroescavadeiras. A Codevasf, conhecida como “estatal do Centrão”, bateu recorde de doações no governo Lula, somando R$ 2,8 bilhões.
Nas garras da CAE – O ex-todo poderoso do BRB, Paulo Henrique Costa, foi convocado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para explicar seu papel na trama de Vorcaro e o Banco Master.