sexta-feira, 19 de junho de 2026

PT entra ‘oficialmente’ no lamaçal político criado por Vorcaro/Master

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 19 de junho de 2026
PT entra ‘oficialmente’ no lamaçal político criado por Vorcaro/Master
Ilustração: Takeshi Gondo

Agora entram no lamaçal de Vorcaro os senadores Davi Alcolumbre (União-AP) e Jaques Wagner (PT-BA)

 

Desde o momento em que o escândalo do Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, bateu às portas da República, não sai do noticiário político e policial. O que era só uma transação comercial entre o Banco Regional de Brasília (BRB) e um banco de investimentos com lastros financeiros cambaleantes faz com que os poderosos do andar de cima dos Poderes durmam mal. Gente poderosa como os ministros do STF, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, o aposentado da Corte, Ricardo Lewandowski já estava na lista. Agora entram no lamaçal de Vorcaro os senadores Davi Alcolumbre (União-AP) e Jaques Wagner (PT-BA). Antes deles, assinaram presença Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-ministro da economia, Guido Mantega (PT), e até o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (REP-PB), na lista.

O número de nomes é enorme, mas o que pode complicar o PT é a citação do líder do presidente Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Além de ter sido ex-governador da Bahia, supostamente onde o Banco Master teria ganhado força com um “empurrão” da ‘cumpanhêrada’ do governo baiano, Wagner é um dos totens sagrados do petismo histórico. Acrescente-se ao currículo a amizade de toda a vida com o presidente Lula, incluindo que é(ra) listado como presidenciável do pós-Lula.

Se mais revelações saírem do lamaçal, devem respingar na campanha à reeleição de Lula. Mesmo que não apareçam mais “coisas cabulosas”, o PL pode respirar mais aliviado com Jaques Wagner arrolado no escândalo Master/Vorcaro. O PT não teria tanta carga para atacar Flávio e os adversários no campo da direita. Seria o sujo a falar do mal lavado, ou uma versão mais política: quem tem telhado de vidro não atira pedra no vizinho.

Amigo de todos
Depois de Ciro Nogueira (PP), Ibaneis Rocha (MDB) e Flávio Bolsonaro (PL), agora Jaques Wagner (PT) e José Roberto Arruda (PSD) são arrastados pela crise do Banco Master. Daniel Vorcaro, afinal, era amigo de todos, independente de ideologia.

Denes no Entorno…
O secretário da executiva nacional do Solidariedade e presidente da legenda em Goiás, Denes Pereira, dedicou a quarta-feira (17) às lideranças de Planaltina, Entorno de Brasília, que apoiam sua pré-candidatura a deputado federal. Entre esses aliados, a ex-prefeita Pastora Cida obteve na eleição de 2022 quase 40 mil votos como candidata a deputada federal. Soma-se a essa liderança o vice-prefeito Ronaldo Portilho, além de ex-vereadores e atuais.

… e no Congresso
À tarde, Denes compareceu à homenagem dos 150 anos da Assembleia de Deus no Brasil por iniciativa da Frente Parlamentar Cristã, presidida pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), no Congresso. Denes foi convidado pelo pastor Darley Macedo, que apoia sua pré-candidatura para deputado federal e o vereador Elton Lemos para estadual. Pastor Macedo lidera mais de 40 igrejas em Goiás.

Arte da blindagem
O sociólogo e estrategista político Marcelo Senise, presidente do Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (Iria), será um dos destaques do Compol 2026, considerado um dos maiores eventos de comunicação política e institucional do País. No dia 24 de junho, às 16h30, ele sobe ao palco Eleições para ministrar a palestra “A Complexa Arte da Blindagem” e lançar oficialmente sua nova trilogia, intitulada “Blindagem Essencial”.

Segue no páreo
Ao contrário do que foi veiculado em algumas mídias, Misael Oliveira (Novo) continua na disputa para deputado estadual. No entanto, o grupo do prefeito Fernando Pellozo (União Brasil) não desistiu de conquistar o apoio do pré-candidato para a primeira-dama Simone Assis (Republicanos).

Disputa acirrada
Além de Misael Oliveira e Simone Assis, Senador Canedo tem mais dois nomes na corrida pela Assembleia Legislativa: Julio Pina (Solidariedade) e Divino Lemes (PSDB). Com quatro pré-candidatos no páreo, a dúvida que paira nos bastidores é se o município terá votos suficientes.

STF no controle – Os ministros da Primeira Turma no STF não querem deixar o TSE livre, leve e solto no comando das eleições. Essa turma barra-pesada articula para ser uma instância revisora das decisões referendadas pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Será?

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