Recém-convertidos a Bolsonaro querem afastar Wilder de Flávio
Flávio Bolsonaro era, até há alguns anos, desconhecido em Goiás. Seu pai, Jair Bolsonaro, antes de ser presidente da República, contava histórias de Flávio em Caldas Novas. Agora, todo mundo aqui é seu amigo de infância. Tem gente que o viu jogando no SeleFama, um time que de moleques que treinava ali perto do Cemitério Jardim das Palmeiras. E quem esses novatos no bolsonarismo dizem que não é de direita, nem da extrema direita, é praticamente um marxista? Wilder Morais, um liberal por excelência, empreendedor, que entrou na política e um dos primeiros grupos que conheceu no Congresso foi exatamente o de Jair Bolsonaro.
Antes de Jair se candidatar a presidente, Wilder já era seu vizinho em Angra dos Reis – a casa dos Bolsonaros no continente, a de Wilder em frente à Ilha de Caras. Conheceram-se no Congresso e se aproximaram no processo de impeachment de Dilma Rousseff, quando Wilder era o líder da Minoria, cargo equivalente ao de chefe da oposição. Quando Michel Temer assumiu, o senador goiano foi ouvido para indicar três ministros. Ele não quis ser um deles. Quando Bolsonaro se elegeu presidente, Wilder ia ser ministro, mas a delegação goiana preferiu indicar Luiz Henrique Mandetta, do Mato Grosso do Sul. Wilder era do grupo de Tarcísio de Freitas, indicado ministro de Bolsonaro. Por essa falta de ambição para cargos, Wilder se tornou o candidato dos Bolsonaro em 2022 e 2026. Agora, com Flávio na iminência de ser eleito presidente, seus novos amigos de infância querem distanciar os dois colegas de Senado. Sabem de nada, inocentes – opa!, sabem de tudo, culpados. (Especial para O HOJE)
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.