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sábado, 10 de janeiro de 2026

Reeleição de Lula depende da evolução da crise com os EUA

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 22 de julho de 2025
Foto:Takeshi Gondo
Foto:Takeshi Gondo

Diante do impasse que se estabeleceu entre o Brasil e os EUA, de um lado, o presidente americano Donald Trump diz que, a partir de agosto, os produtos brasileiros exportados para seu país serão taxados em 50%. Por sua vez, o presidente Lula se esquiva da responsabilidade sobre a crise e joga a bomba para o STF e Alexandre de Moraes. Como bom aliado de Lula, tudo indica que não haverá recuo do STF, portanto, supõe-se que dias difíceis virão. Moraes decidiu ‘trucar’ Donald Trump e vai humilhar ao máximo Bolsonaro, incluindo seu encarceramento, porque, preso e quase incomunicável já está.

Essa execração pública em nome da “democracia”, é a vingança que Lula falava quando estava em campanha em 2022. Mas nem tudo está perdido. Em outra frente, mais centrada e longe da guerra ideológica pelo poder, encontra-se os negociadores liderados pelo vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB). Esta estratégia visa manter Lula com o foco em ‘desconstruir’ o bolsonarismo como força política e passar a imagem que a crise é com o STF e o julgamento de Jair Bolsonaro.

Resta saber se o povo vai entender dessa maneira e da capacidade de mobilização da direita no contraponto. Se Lula conseguir que o STF (leia-se Alexandre de Moraes) imponha alguma censura nas redes sociais, é possível que iniba uma mobilização. Enquanto isso, Lula ganha tempo para ampliar seu discurso de democrata e guia dos povos. O problema é se a crise com os americanos mudar de estágio: de moderado para grave e comprometer a reeleição de Lula. Se a crise for domada e não houver um ‘game over’ econômico, a faixa presidencial fica mais próxima dele, seja qual for o candidato da direita.

PT mira Tarcísio como ‘herdeiro’

O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discute com estrategistas de comunicação, principalmente a digital, em como ‘barrar’ o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (por enquanto no Republicanos) de ser o ‘herdeiro’ político de Jair Bolsonaro (PL). A ideia dos estrategistas é desconstruir o discurso de vítima do sistema que os bolsonaristas têm feito nas redes sociais.

Prisão imediata

Ao dar 24h para os advogados de Jair Bolsonaro (PL) explicar sobre a desobediência das medidas cautelares impostas por ele, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, selou o destino do presidente: cadeia. A pergunta que fica é: se Bolsonaro for morto na prisão, o país se une novamente?

Grudar fatos ruins

Bem ao estilo trotskista, dividir para alcançar o objetivo, o estrategista de Lula, alinham sua milícia digital para ‘colar’ em Tarcísio, todos os fatos negativos que a mídia publicar sobre Bolsonaro. O problema é que os eleitores de centro, algo próximo de 60% , é que vão decidir a eleição.

Paranóia total

O “nós contra eles” inaugurado por Lula na campanha de 2022, ampliado com o lulopetismo versus bolsonarismo, desaguou no descrédito da população em sua elite burocrática e política. Soma-se a essa descrença, o ativismo partidário do STF contra a direita e o resultado não poderia ser outro: paranóia total.

Michelle senadora

Diante da iminente prisão de Jair Bolsonaro, aliados dão como certa a disputa para o Senado de Michelle Bolsonaro (PL). Por enquanto é manter a expectativa de que ela pode alçar outros voos no campo da direita, mas, no final, o caminho será o Senado.

Aliança com Ibaneis

Embora pesquisas apontem Michelle Bolsonaro à frente do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) trabalha para fechar aliança com o PL e ter a ex-primeira-dama como puxadora de votos. Se ocorrer essa aliança, restará à deputada federal, Bia Kicis buscar a reeleição e Izalci Lucas (PL) jogar a toalha na disputa para o governo.

PT animado

Na seara do PT do Distrito Federal, o assunto do momento gira sobre alianças dos blocos de esquerda. Mesmo animados, o PT briga para ser cabeça de chapa, mas não descarta uma composição com outras legendas progressistas. O problema é o PSB que não abre mão em bancar o ex-interventor na segurança pública de Brasília, Ricardo Cappelli.

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