Rejeição alta é o maior desafio para quem disputa cargo executivo
Passado o sufoco da escolha dos nomes para disputa nos Legislativos estadual e federal, as atenções agora se voltam para os preparativos da pré-campanha eleitoral. Isto porque, a cada pesquisa divulgada, a análise dos estrategistas foca não só na intenção de votos, mas no fantasma da rejeição do eleitor. Em muitos casos, o pretendente a conquistar uma vaga pelo voto, especialmente no Executivo, ou seja, governador ou Presidência da República, só terá êxito se tiver uma rejeição baixa. Embora isto não seja sinônimo de derrota, é um indicativo de que o candidato precisa ter narrativas convincentes.
Em muitos casos, a rejeição é alta porque o cidadão-eleitor não conhece o pretendente ou o conhece de outras disputas eleitorais. No entanto, existem casos em que o candidato é desconhecido do público. Na esfera federal, as pesquisas mostram que o presidente Lula (PT), na disputa para o quarto mandato, é o campeão de rejeição, seguido pelo concorrente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No caso de Ronaldo Caiado (PSD), sua rejeição é devido à maioria dos eleitores não saber sobre sua pré-candidatura a presidente da República.
No caso de Goiás, dos três pré-candidatos a governador, Marconi Perillo (PSDB) é o que ainda tem um alto índice de rejeição, seguido bem abaixo pelo senador Wilder Morais (PL) e Daniel Vilela (MDB). Aliados de Marconi, como o ex-presidente da Alego, Jardel Sebba, justificam esse alto índice de rejeição a dois fatores: “Os quase quatro anos de campanha contra ele pelo governo”. Na percepção do aliado histórico do ex-governador e ex-presidente da Alego, Jardel Sebba, essa rejeição tem caído substancialmente à medida em que o tucano intensifica sua agenda de contatos no interior. Além disso, Marconi não tem cobertura midiática como os outros concorrentes, principalmente o candidato oficial”, pontua Jardel.
Celina mostra força com 12 partidos aliados
Ao se reunir com os representantes dos 12 partidos que compõem sua base eleitoral a partir de agora, a governadora do DF e pré-candidata a continuar por mais quatro anos no governo, Celina Leão (PP), mostra força e liderança. Essa base de sustentação no governo e na eleição conta com o apoio, além do PP, sua legenda, com o MDB, União Brasil, PL, Podemos, Republicanos, Cidadania, Mobiliza, Democracia Cristã (DC), Democrata, Agir e PRTB. Agora o desafio urgente é salvar o BRB.
Esforço pelo BRB
A governadora Celina Leão (PP) concentra esforço político para resolver a questão do Banco Regional de Brasília (BRB). De um lado tem a questão técnica que requer a publicação do balancete do banco que, até agora, não foi divulgado. Celina busca apoio do Governo Federal e junto ao Banco Central, pois o BRB é uma instituição vital para os pequenos e médios empreendedores do DF e no Entorno.
Será que vai?
Na tentativa de atrair o Novo para a base aliada e isolar Wilder Morais (PL), Daniel Vilela (MDB) teria colocado na mesa a possibilidade de o partido indicar o novo presidente da Goiás Turismo. A expectativa é que o destino do partido em Goiás seja anunciado nesta segunda-feira (6).
Tucano emplumado
O ex-prefeito de Bom Jesus de Goiás, Adair Henrique, que viralizou alguns anos atrás na internet após presentear 15 netos com SUVs Jeep Compass, todos na cor azul, se filiou ao PSDB para ser pré-candidato a deputado federal. A nominata tucana também conta com o jornalista Matheus Ribeiro, o ex-deputado Henrique Arantes e o ex-prefeito Ernesto Roller.
Os rejeitados
Caso as pesquisas estejam certas, os mais rejeitados pela opinião pública são a primeira-dama Rosângela Janja da Silva (62%), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (66%), os presidentes da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), os dois com 90% de rejeição. A lista é grande, sinal de que o eleitor está atento às mazelas do andar de cima dos três Poderes.
UB em baixa
Entre os principais partidos no Congresso, o União Brasil foi o que teve um saldo negativo de oito deputados federais. Saíram 29 e entraram 21. Com isso, a bancada cai para 51 parlamentares. Destaque para Mendonça Filho (PE), que após quatro décadas na legenda, foi para o PL de Jair Bolsonaro.
PDT à míngua – Com a saída de George Morais e Flávia Morais, o PDT perde a característica de partido de centro que sempre teve em Goiás. A expectativa agora é que a legenda deixe a base de Daniel Vilela (MDB) e passe a apoiar o pré-candidato da esquerda.