Salim e Cambão pagam preço alto por serem leais e bons deputados

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 9 de abril de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

Uma ampla base de apoios políticos é meio caminho andado para um candidato conquistar cargo no Executivo, seja governador ou presidente da República. Quanto maior o número de aliados, mais chances se tem para vencer adversários. Em Goiás, o pré-candidato a governador Daniel Vilela (MDB) é listado pelas pesquisas como favorito a conquistar o Palácio das Esmeraldas. Tem quase 10 partidos na carteira de aliados, mais de 200 prefeitos e candidatos ao Legislativo a perder de vista, mas não existe ganho sem suor.

A montagem de nominatas para o Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa na base governista, mesmo após o fechamento no sábado (4), deixou arestas para trás. O PSD, partido que tem o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado, como sua maior estrela, ainda não decidiu o que fazer com os deputados Wilde Cambão e Cairo Salim. Nas duas principais legendas que podem recebê-los, União Brasil e MDB, os pré-candidatos que foram agasalhados nestas siglas não querem eles por lá. O motivo? Eles trabalharam duro para ampliar suas bases e, com isso, saem na frente, com teto inicial de 40 mil votos.

A parte ruim para eles é um paradoxo: são leais o tempo todo ao governo, trabalharam duro para seus eleitores e agora são tratados como “indesejáveis” por companheiros de jornada eleitoral. Diante desse quadro, Daniel Vilela e o presidente do União Brasil, Bruno Peixoto, se desdobram para resolver o impasse. Se Cambão e Cairo Salim forem expurgados da base, será um prato cheio para os adversários Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL). E mais: fica caracterizado que lealdade e dedicação política não valem nada quando se tem muitos aliados.

Cambão no UB, goste ou não
Não adianta espernear, Wilde Cambão está filiado no União Brasil, conforme certidão no site do TRE-GO. O convite partiu do presidente da legenda, Bruno Peixoto, e teve o aval do prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, principal colégio eleitoral do Entorno. Quanto ao deputado estadual Cairo Salim, continua no PSD, ou seja, muito barulho para, no fim da história, consertar o erro.

Marconi em Rio Verde
Virou tradição pré-candidato a governador em Goiás visitar festas religiosas e grandes eventos. Nos últimos anos, a feira Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde, passou a fazer parte desse calendário. Depois de Daniel Vilela (MDB), nesta quarta-feira (8) foi a vez do pré-candidato a governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), conversar com os empresários do agro e expositores. No campo político, defende mais atenção dos poderes públicos, principalmente federal, em particular do Estado, focar neste importante setor da economia brasileira e goiana.

Não é bem assim
A fala de Gilberto Kassab (PSD) de que seria “ótimo” se Ronaldo Caiado (PSD) alcançasse 15% dos votos no primeiro turno gerou uma forte crise. Diante do impacto, o presidente do PSD correu para dizer que foi mal compreendido. Caiado, por sua vez, afirmou que esse patamar seria apenas o ponto de partida da sua campanha.

Pense em mim
Dra. Zeli (PSD) atendeu ao pedido de Ronaldo Caiado (PSD) e será pré-candidata a deputada federal. O movimento abre caminho para que Pábio Mossoró (MDB) dispute uma vaga na Assembleia Legislativa. “Eu não posso pensar em mim. Eu tenho que pensar em todos”, afirmou.

Eliel deputado
Tomou posse nesta terça-feira (7) o deputado estadual Eliel Júnior (SD), que assume o mandato por 120 dias durante o licenciamento de Coronel Adailton. À coluna, afirmou que seu foco será a atração de investimentos para a região do Entorno.

Bolsonaro raiz
Apesar de ser pré-candidato a deputado federal pela federação PRD-Solidariedade, Eliel afirma que está 100% alinhado com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Eu defendo Deus, pátria e família”, completou.

Lula em dúvida – Com a popularidade em queda, Lula (PT) voltou a colocar dúvida sobre a própria candidatura ao afirmar que ainda não decidiu se disputará a reeleição. Na semana passada, chegou a pedir a Camilo Santana (PT) que percorra o País e ganhe projeção nacional.

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