Se alguém tinha novidade na campanha, deixou para a TV
Este domingo (16) marcou o início oficial das campanhas. O HOJE viu vídeos no Instagram, Facebook e WhatsApp. Só político falando bem de si mesmo, com a credibilidade daquele tamanho. Significa que os cargos proporcionais (de deputado estadual e federal) serão decididos unicamente no dinheiro e no uso da máquina, que também inclui notas vivas de reais. Nada de novo sequer no âmbito presidencial. Se algum candidato ou partido tem novidades em conteúdo ou forma, deixou para o horário de rádio e TV.
Como não esteve em eventuais manifestações de rua, o repórter não recebeu material gráfico. A se analisar o conteúdo digital, baixa a tristeza com o futuro do Brasil — e Goiás está na média, mais precisamente na Idade Média. Apenas os personagens bisonhos de sempre, com a ausência de ideias de sempre. Ganha na Mega da Virada quem conseguir uma frase criativa (quase tudo é produto amarrotado de inteligência artificial) nos milhares de posts dos 775 pretendentes aos votos em Goiás.
Falta até o discernimento quanto às atribuições dos cargos almejados. Até os governadoriáveis e os que tentam as duas vagas de senador estão numa falta de criatividade de dar dó.
Isso é ótimo para quem está nos mandatos, Daniel Vilela (MDB) no governo, Vanderlan Cardoso (PSD) senador e dezenas de deputados, além do presidente Lula (PT). Se tudo está tão bom que sequer seus adversários os criticam em plena campanha, então eles merecem ser reeleitos. Falta a seus adversários coragem e independência. E ao menos um pouquinho de inteligência (que não seja IA), porém aí seria exigir demais. Em Goiás, a oposição ficou 90 meses muda, não seria agora que abriria a boca — até porque talvez revelasse o que fez no galinheiro. (Especial para O HOJE)
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