Se Moraes continuar atrapalhando a campanha de Lula, o PT vai fritá-lo
Se a briga no STF se mantiver atrapalhando a campanha de reeleição do presidente Lula (PT-SP), ninguém solta a mão de ninguém terá sido um slogan do passado, principalmente se a mão for leve
A garganta da sociedade parece estar atravessada pelo pedido de vista feito que o ministro Flávio Dino (PT-MA) fez após o 7º voto na sessão do Supremo Tribunal Federal que discutia como julgar seu parceiro Alexandre de Moraes (PT-SP), se sozinho ou junto com o colega (aliás, inimigo mortal) André Mendonça (PL-DF). Com isso, tanto Moraes quanto seu grupo, inteiramente ligado ao Governo Federal, estão esperando. No caso do careca do STF, que por pouco não é o do INSS, aguardando o que ainda pode sair, agora de fontes além do celular de Daniel Vorcaro, o picareta dono do falido Banco Master. No caso dos esquerdistas, o olho é nas pesquisas. Se a briga no STF se mantiver atrapalhando a campanha de reeleição do presidente Lula (PT-SP), ninguém solta a mão de ninguém terá sido um slogan do passado, principalmente se a mão for leve.
O STF tem 11 cadeiras, uma está vaga, dois ministros (Kássio 10 mil e Toffoli Tayayá) desistiram de votar e parou em 4 a 3. Dino ainda não votou. Em tese, é aliado de Moraes, mas só enquanto seu ramo ideológico permanecer grato ao muito que Xandão já fez por Lula. O maranhense tem 90 dias para decidir. Novamente, em tese. Tem ATÉ 90 dias. Se os levantamentos dos institutos mostrarem ascensão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o motivo for o perrengue no Supremo, nem São Marx livra Moraes da frigideira.
Parece normal. Não é nem o novo normal. Isso é o absurdo dos absurdos. Como vem do STF, ninguém se assusta. O certo (aliás, o errado) é que a última instância do Judiciário brasileiro, da qual não se tem a quem recorrer, chegou ao fundo poço e continua cavando. (Especial para O HOJE)
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