Senadores pressionados de todos os lados pela votação da escala 6×1
A polêmica Proposta de Emenda à Constituição que altera a jornada do trabalho no País deve ser aprovada, não da forma como gostaria o governo, mas será aprovada. Essa é a percepção que a coluna captou nos bastidores do Senado nesta quarta-feira (10), principalmente no seminário ‘PEC 6×1: Impactos e Alternativas, a modernização das relações de trabalho’. Coordenado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), com as participações da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e do senador Carlos Portinho (PL-RJ). A coluna traz alguns pontos para reflexão sobre as discussões no seminário. Um dos cenários mais pessimistas é de desemprego e preços em alta.
Na avaliação dos debatedores, “os custos trabalhistas de contratação, ao contrário da propaganda governista, não permitirão a abertura de novos postos de trabalho”. Foram além ao afirmar que os empresários “vão repassar esses custos finais aos consumidores”. Rogério Marinho observou que “o Brasil precisa conhecer as razões e as aflições dos 30% que são contra, como os garçons, por exemplo, que, se trabalharem menos tempo, vão receber menos gorjetas”. “Ou então os balconistas, que trabalham mais horas e, por isso, ganham mais em épocas como o Natal.” Esses foram alguns dos argumentos discutidos no seminário.
Entretanto, a pressão de empresários e empreendedores em cima dos congressistas gradativamente tem aumentado. Pelo menos foi o que a coluna constatou nesta quarta-feira no Senado. Entre empresários rurais, categorias organizadas de trabalhadores lideradas por sindicalistas, circulavam senhores sisudos e de semblante tenso, logo identificados como empresários de variados setores econômicos. Mesmo com o início da Copa Mundial e as Festas de São João, às excelências não vão ter vida fácil nesse período. Mesmo não morrendo de simpatia pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), alguns senadores deram razão à sua atitude em “por ordem nos trâmites de votações”. Muita gente não gostou, muito menos o governo, mas a democracia é assim. “Sem atropelos!”, tem dito Alcolumbre.
Marconi quer polo de IA em Goiás
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), pré-candidato a voltar novamente ao Palácio das Esmeraldas, é tido como um gestor público criativo e inovador. Entre suas propostas para “Goiás retomar seu desenvolvimento econômico e bem estar social” está a criação de um polo de Inteligência Artificial (IA) no Estado. “Estamos trabalhando nessa proposta”, disse em entrevista à Rádio Jovem Pan, no programa Jornal da Manhã. “Goiás precisa se preparar para as transformações provocadas pela Inteligência Artificial”, afirmou.
Celina no controle
Quem imaginava que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se esquivando do serpentário político local perdeu a aposta. Antes da crise com o MDB tomar forma, ela estava à frente das articulações para se posicionar como líder do processo político em sua base. O MDB é peça importante, mas daí querer tutelar o governo, existe uma longa distância. Suas entrevistas sobre o assunto mostram que ela cisca para dentro, mas não abre mão de ser líder e governadora.
Esquerda feliz
A turma do PT está feliz e comemora o resultado da pesquisa Genial Quest, que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% na intenção de votos e Flávio Bolsonaro (PL) 38%. A queda na intenção de votos do presidenciável bolsonarista dá uma folga aos lulopetistas. Agora, o desafio é manter essa dianteira e ampliar as chances no segundo turno.
Liderança ajuda
Historicamente, salvo raras exceções, com candidaturas polarizadas, como na disputa presidencial de 2022 e agora em 2026, quem sai na frente na intenção de votos tende a vencer no segundo turno. No entanto, a situação política do País está tão confusa que ninguém, a não ser os militantes, arrisca apostar em um favorito. Para a esquerda, Lula vence. Já os bolsonaristas e a direita apostam em Flávio. A conferir a partir de 4 de outubro.
Festas canceladas – Alguns prefeitos de cidades goianas optaram por cancelar shows caros com artistas famosos. Goiatuba, por exemplo, candelou a contratação de atração musical que ficaria em R$ 1 milhão. Cidades pequenas e médias não têm recursos para festas.
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