Solo fez de Goiás um Estado e pode torná-lo potência
Os contornos do mapa do Brasil se devem, em parte, à mineração goiana. Quando o ouro em Minas Gerais passou a render menos, os bandeirantes intensificaram a busca país adentro, com descobertas em Mato Grosso e Goiás. A certidão de nascimento do que hoje é um Estado se deu graças às pepitas achadas ao longo dos rios, inclusive o Vermelho, na antiga Vila Boa, 1ª capital. Depois de 300 anos, Goiás continua expelindo riquezas, que ficam apenas nos cofres dos atravessadores, pouco este chão ganha com o que produz.
As negociações das terras raras, em Minaçu, no Norte, deram um caminho para o próximo governador: o contrato tem de obrigar a desenvolver os produtos aqui mesmo, para Goiás virar potência econômica, do contrário fica apenas o buraco. Todo mundo quer ser o pai das terras raras de Minaçu, única mina no continente. Por isso, autoridades nacionais e a mídia estrangeira tanto discutiram sobre as negociações para uma empresa americana. Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e o representante das esquerdas têm de incluir a mineração como prioridade em seus planos de governo. É vital e urgente verticalizar a produção de tudo que sai do solo, da soja ao níquel, do mármore aos lantanídeos.
As mineradoras precisam se comprometer com o meio ambiente, como manda a lei, mas também em industrializar o máximo possível. É impossível que, três séculos depois, Goiás continue sendo cavucado e os pedaços de terra saiam daqui para outros lugares e voltem em forma de telefone celular, computador, carro, joia, medicamento. O candidato que recusar essa proposta está relegando Goiás a mais 300 anos de atraso. (Especial para O HOJE)