quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Soma das pesquisas mostra Wilder e Marconi nos calcanhares de Daniel

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 11 de junho de 2026 às 09:55
Soma das pesquisas mostra Wilder e Marconi nos calcanhares de Daniel
Ilustração: Takeshi Gondo

Não à toa que muitos costumam se referir às pesquisas como “fotografias do momento”, mas que não preveem o futuro. Até porque, se fizessem, não haveria o porquê de ter eleições. Bastava fazer uma pesquisa e dela teríamos o vencedor. E quando olhamos para os resultados das pesquisas Quaest e Paraná Pesquisas, passando por Igape, Directa, Real Time, temos apenas uma foto que registra a intenção de votos agora. Um exemplo desse corte é o governador Daniel Vilela (MDB), que sempre aparece em uma boa vantagem em relação aos seus adversários. Sendo que, em alguns levantamentos, ultrapassa 30%, em outros, acima dos 40%. Uma variação natural, já que institutos têm metodologias diferentes. Mas o que chama atenção é a repetição. Quando institutos distintos, com metodologias distintas, encontram o mesmo líder, o dado tende a ser verdadeiro.

Mas aqui cabe um parêntese – e um balde de água fria nos entusiastas de plantão. Daniel é o governador em exercício. Aparece diariamente na mídia, tem mais de 200 prefeitos na manga e quase uma dezena de partidos fazendo barulho. Ele liderar é o mínimo esperado. Não há o que comemorar. Mas também não há o que lamentar. Do outro lado do tabuleiro, Marconi Perillo (PSDB) se encontra numa espécie de zona de conforto incômoda. O ex-governador aparece estacionado na faixa dos 20%. Suficiente para se manter competitivo, mas insuficiente para ameaçar a liderança ou sequer garantir a segunda posição. Para piorar, o tucano carrega o peso de uma rejeição alta, especialmente na Região Metropolitana de Goiânia, que viveu tempos difíceis de criminalidade no seu quarto mandato e, até hoje, não esqueceu.

No entanto, o fator Wilder Morais (PL) é o que mais oscila nas pesquisas. Em algumas, ele está bem à frente de Marconi e próximo de Daniel. Noutras, o quadro se inverte. Marconi encosta no governador e Wilder fica bem próximo de Marconi. Adriana Accorsi (PT) aparece na casa dos 10%. Como a deputada não será candidata ao governo, o senador se firma como terceiro colocado. Por enquanto, Wilder não perturba os dois primeiros, mas é o nome com maior espaço de crescimento. Diferente de Daniel, que já ocupa o cargo de governador, e de Marconi, que já ocupou, Wilder é o que mais chances tem para derrotar Daniel em um eventual segundo turno. Isto porque, ao associá-lo ao bolsonarismo, ultrapassa Daniel e, em outras pesquisas, empata.

A explicação é de que o bolsonarismo leva para Wilder algo próximo de 20% dos votos que, somados aos 10%, 12% consolidados, seu capital político se aproxima dos 30% dos votos. Isto explica porque o Palácio das Esmeraldas quer tanto tirar Wilder do jogo ou porque lutou com forças para tê-lo como aliado. Quando se somam todos os resultados das pesquisas, a projeção de Wilder pode chegar a 40% ou mais. Como esses três pólos estão bem definidos, o segundo turno deixou de ser hipótese e virou quase certeza. Quem ainda fala em vitória no primeiro turno, e tem gente da base fazendo isso, está mal-informado. A questão real não é se haverá segundo turno. É quem estará nele.

Caiado perde tração
Não bastasse o calvário das pesquisas nacionais em que mostram o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com módicos números na intenção de votos para presidente da República, sua base em Goiás também perde tração. O outrora capital de aprovação em 80% tem diminuído bastante e, para piorar, o eleitor por enquanto não associa o pupilo Daniel Vilela (MDB) como seu sucessor. Pelo menos essa é a percepçao do eleitorado. Senão, como explicar que os concorrentes ao cargo de governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), estejam tão próximos de Daniel?

Marussa na galera
Tem parlamentar que faz barulho. E tem parlamentar que gera resultados. Marussa Boldrin (Republicanos) é do segundo tipo. A deputada foi uma das vozes mais ativas na aprovação do PL 5.122/2023, que trata da renegociação do endividamento rural. O texto foi aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (10).

Valdivino, o mago
Sob orientação de Valdivino de Oliveira, conhecido pela aversão ao desperdício de dinheiro público, a governadora Celina Leão (PP-DF) deu início à transferência de cinco secretarias para o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF). O movimento encerra um capítulo constrangedor: o complexo ficou parado por 12 anos enquanto o GDF desembolsou R$ 14 milhões por mês com aluguel. Valdivino é conhecido por fazer milagres por onde passa nos governos. Foi assim na fase de ouro dos governos de Joaquim Roriz e, por último, recuperou as finanças do município de Goiânia, comandado por Sandro Mabel (União Brasil).

Gim é 10 – O presidente do Avante no Distrito Federal, ex-senador Gim Argello, se desdobra em 10 para estruturar o partido no DF. Sua meta é eleger três deputados distritais e, no mínimo, dois federais. Além desses desafios, ainda ajuda o pre-candidato a governador José Roberto Arruda (PSD).

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