Subida de Flávio nas pesquisas dificulta 3ª via e polariza com Lula
A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começou como quem não quer e querendo tudo. Foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, em conversa sem testemunhas na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena porque o STF não o queria concorrendo ao Palácio do Planalto. O próprio Flávio já se anunciou concorrente ao mesmo tempo em que dizia que talvez não concorresse, uma espécie de não candidato candidatíssimo. Para entender tal enigma foi necessário esperar as primeiras pesquisas. E vieram favoráveis aos Bolsonaro.
Flávio passou a marcar seu campo: aos bolsonaristas, não precisa dizer nada; aos demais, mostra-se diferente do pai e dos irmãos. Passou a acenar ao centro, não ao Centrão, um saco de ratos que drena recursos públicos. Conversa com os eleitores alheios à direita e à esquerda, com minorias raciais, gays e lésbicas. Resultado: algumas pesquisas apontam que já supera Lula no 1º e no 2º turno e eliminou a possibilidade de 3ª via.
Quanto mais Flávio acerta, mais a esquerda erra. Uma escola de samba de Niterói, a pretexto de homenagear o presidente, arrumou foi desgaste. O Congresso não para de produzir más notícias. E até o Supremo Tribunal Federal, com ministros indicados por FHC, Dilma Rousseff (Luiz Fux e Edson Fachin), Michel Temer (Alexandre de Moraes) e Jair Bolsonaro (Nunes Marques e André Mendonça), passou a dar problemas a Lula. O Centrão, que é diferente do centro, está atolado no escândalo do Banco Master e finge que não é com ele.
Enfim, a ascensão de Flávio Bolsonaro cristalizou a polarização, como é há séculos em países como os Estados Unidos. (Especial para O HOJE)