Suplentes são péssimos para Gracinha e fatais para Daniel
Gracinha Caiado (União Brasil) repete um erro do adversário Marconi Perillo (PSDB), que em 2022 liderava pesquisas e se considerava eleito senador. Muquirana que não abre a mão nem para dar tchau, colocou Jalles Fontoura de 1º suplente e Marcos Ermírio de Moraes como 2º, empresários cheios da grana e vazios de votos. O 1º foi deputado federal constituinte em 1988, neto de seu xará constituinte em 1946, filho de Otávio Lage, que foi governador de Goiás; o 2º ficou famoso com o Rally dos Sertões e é sobrinho de Antônio Ermírio, industrial e dramaturgo. Marconi entrou com a campanha, eles bancaram e o final foi a 2ª derrota seguida do antes invencível.
Gracinha está bem nas pesquisas, mas lhe passaram a rasteira. Para resolver um problema de Daniel Vilela (MDB), colocaram a seu lado Alexandre Baldy (1º suplente) e Fião de Castro (2º). Baldy mudaria de candidato a governador se não coubesse na chapa da situação. Ótimo para Daniel, péssimo para Gracinha, que fica com um companheiro a menos de quem receber o 2º voto. A desobediência às regras de campanha para eleições com dois votos a senador costuma ser punida com derrota: Gracinha precisa ser o 2º voto dos demais do grupo, Baldy (PP), Gustavo Mendanha (PRD), Zacharias Calil (MDB) e Vanderlan Cardoso (PSD). Se o governo ficar no salve-se quem puder, será um deus nos acuda.
Convenceram Gracinha a ir para o sacrifício por um grupo que oito anos atrás estava batendo nela e no marido: Daniel foi candidato contra, Baldy apoiou Vanderlan contra, Mendanha era do MDB contra. (Especial para O HOJE)