Transição de Caiado para Daniel, que já dura 3 anos, está no auge
O homem público que entrega uma casa própria, com certeza, passa a fazer parte da história daquela família beneficiada. Daí se tira a importância que o governador Ronaldo Caiado (PSD) atribui à transição de seu mandato para o do vice, Daniel Vilela (MDB): ela já está concluída, falta apenas assinar o termo. As inaugurações, assim como os lançamentos e outras cerimônias, estão sendo todas feitas por Vilela, que vai assumir o cargo a 31 de março. É como Caiado vem agindo desde que os dois grupos, antes antagônicos, se uniram para disputar a reeleição em 2022. Agora, quem vai à reeleição é Daniel, com tarefa complicada: substituir o mais bem avaliado chefe de Executivo do Brasil, contados os 27 governadores, o presidente da República, seu vice e os ministros.
Daniel não vai cair na armadilha de querer que o comparem ao antecessor. Seus adversários diretos, o senador Wilder Morais (PL) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), devem se concentrar na figura do hoje vice, pois as pesquisas apontam que quem critica Caiado está falando com apenas 12% dos eleitores. A transferência será de governo, não de popularidade, tanto que em 2022 o mesmo Caiado desfrutava de aprovação superior a 80% e pouco passou dos 50% nas urnas.
Marconi e Wilder querem debater com Daniel sem a sombra de Caiado, com o qual ambos estiveram: Caiado levou Marconi a todos os lugares de Goiás até a vitória em 1998 e esteve com Wilder nas campanhas de 2010, 2014, 2018 e 2020. Na mudança de governador, Goiás vai conhecer um Daniel com a caneta à mão. Falta pouco. Ou nada. (Especial para O HOJE)