Turma do Master no STF parte para cima da imprensa
Tornou-se comum o órgão que deveria guardar a Constituição da República violá-la em nome da moral de quem não tem
O período eleitoral, em vez de amplificar, matou a repercussão dos escândalos recentes mais danosos à sociedade, o do Banco Master e o do INSS. Com ajudinha de toga. Como há integrantes dos Três Poderes envoltos nas trevas, a blindagem da vidraça está firme igual a revestimento de caixa-preta de avião. Mesmo nos piores desastres, mantém-se intacta. É o que cobre o Supremo Tribunal Federal. Nada o atinge. Se atinge, não trinca. Se trinca, não quebra. Se algo quebra, é a liberdade de suas vítimas. A vidraça apedrejando o estilingue. Nos últimos dias, mais dois absurdos, o ministro Alexandre de Morais perseguindo o ninho porque a raposa o violou e seu colega Flávio Dino passeando com carro público leve e banzeiro e um jornalista cometendo o crime de acompanhar o folguedo do folgado.
Tornou-se comum o órgão que deveria guardar a Constituição da República violá-la em nome da moral de quem não tem. Enterrou princípios milenares. Subverteu o que a civilização levou séculos para edificar. Ir para cima da fonte tentando fazê-la jorrar lama demole o resguardo ao sigilo de quem passa informações às quais todos deveriam ter acesso. É o que consta na tal da Carta Magna, que se tornou um volume descartável, não vale R$ 1 num sebo de ponta de rua.
Quem trabalhou para Daniel Vorcaro, dono do Master? Não importa. E o dinheiro de 1 milhão e 600 pessoas virar uísque para ministros, prostitutas eslavas, contratos superiores a R$ 120 milhões? Chega de choro. O que importa é descobrir quem delata na mídia as folias de Suas Excelências. (Especial para O HOJE)
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