quinta-feira, 30 de abril de 2026

Valdivino “mãos de tesoura” nos gastos supérfluos do GDF

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 29 de abril de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A chegada de Valdivino Oliveira à Secretaria de Economia do Distrito Federal expôs, com mais franqueza, o tamanho do problema fiscal herdado. Em menos de um mês no cargo, o secretário deixou claro que a prioridade é evitar que a “bomba estoure” até o fim do ano.

O diagnóstico é de que, após anos de superávit, o Governo do Distrito Federal passou a operar no vermelho, com dois anos seguidos de déficit bilionário e uma tendência preocupante para 2026, com risco de um rombo na casa dos R$ 5 bilhões.

A ordem é cortar despesas supérfluas, renegociar contratos e impor disciplina ao gasto público. E o prazo é curto. A governadora Celina Leão (PP) pretende virar o jogo antes da eleição.

E o ajuste fiscal tem um agravante: o Banco de Brasília. Como é um banco estatal, a saúde da instituição está diretamente ligada ao caixa do governo. Sem liquidez no GDF, não há sustentação para a instituição. Por isso, salvar o BRB virou prioridade. E com relógio correndo, já que há prazo dado pelo Banco Central.

Para fechar essa conta, Valdivino pretende apostar em duas frentes. De um lado, corte de gastos. Do outro, a tentativa de reforçar o caixa com a securitização da dívida ativa, estimada em R$ 52 bilhões, e a busca por recursos, inclusive via Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A meta é recompor as perdas que giram em torno de R$ 8 bilhões após o episódio envolvendo o Banco Master.

Ao mesmo tempo, Celina Leão trabalha para amenizar a crise, prometendo ao contribuinte brasiliense que não haverá qualquer tipo de aumento de impostos. A aposta é na eficiência da máquina pública e na capacidade atual de arrecadação. Saúde e zeladoria urbana serão asprioridades, ou seja, qualquer economia, por menor que seja, será direcionada para essas áreas.

O problema é que estamos em um ano eleitoral. O significa que não há espaço para erro. Se der certo, o governo recupera o fôlego e salva o banco. Se falhar, o problema deixa de ser local e ganha dimensão nacional.

Marussa assume relatoria ambiental
Fazia tempo que um parlamentar goiano, tradicionalmente restrito ao baixo clero, não assumia uma relatoria tão importante nesta legislatura. Mas isso mudou com MarussaBoldrin (Republicanos-GO), que foi escolhida relatora do PL que exige verificação prévia e garante defesa em embargo ambiental feito por imagens de satélite.

Bia Kicis líder
Bia Kicis (PL-DF) assumiu a liderança da Minoria no Congresso Nacional e ampliou a visibilidade para sua pré-candidatura ao Senado. À frente do novo cargo, promete priorizar o combate às facções e a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria.

Olha o Renan aí
A divulgação da pesquisa AtlasIntel nesta terça (28) movimentou as redes sociais após Renan Santos (Missão) aparecer mais uma vez em terceiro lugar, com 5,3%, à frente de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Cenário desafiador
A pesquisa também revelou que a oposição chega a 52,8% das intenções de voto, indicando um cenário desafiador para Lula (PT). Diferente da eleição de 2022, quando contou com os votos de Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), desta vez os eleitores dos derrotados tendem a ir de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Inelegível
A ex-vice-prefeita de Luziânia, Ana Lúcia de Sousa e Silva (PSDB), foi condenada por difamação contra o prefeito Diego Sorgatto (União Brasil). Rompidos desde 2021, o caso terminou com pena de 9 meses. A Justiça também determinou comunicação ao TRE-GO para eventual suspensão de direitos políticos após o trânsito em julgado.

Gayer pede isenção
Gustavo Gayer (PL) apresentou requerimento de urgência para levar direto ao plenário projetos que retomam a isenção de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. Ele se antecipa ao governo, que passou a discutir rever a “taxa das blusinhas” em ano eleitoral, medida que ele próprio criou.

Sem estresse – A pré-candidata a deputada estadual e primeira-dama de Mineiros, Ana Paula Rezende, disse que não teme a judicialização de sua filiação por movimentação dos descontentes. Em entrevista ao Blog do DK, ela afirmou que segue “tranquila”.

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