quarta-feira, 22 de abril de 2026

Venda de terras raras põe Goiás na guerra entre China e EUA

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 21 de abril de 2026
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Foto: Divulgação/Serra Verde

Num furo internacional, O HOJE foi o primeiro a publicar os bastidores do início da exploração de terras raras em Goiás. A lavra ficou década parada porque multinacionais têm sistema de compliance, o que as impede de remunerar extorsionários. Ronaldo Caiado assumiu o governo (janeiro de 2019) e Wilder Morais a Secretaria de Indústria e Comércio (no mês seguinte), o sistema mudou e a empresa voltou a procurar o Estado. A licença estava travada na Secretaria de Meio Ambiente, mas ainda bem para a Serra Verde que Andréa Vulcanis havia acabado com o propinoduto. Nada faltava para a liberação. E foi liberada. Assim, Caiado, Wilder e Vulcanis ressuscitaram Minaçu, mas não sabiam o tamanho do bem que estavam fazendo ao Brasil, agora com repercussão na geopolítica mundial.

A Serra Verde acaba de ser vendida por 2 bilhões e 800 milhões de dólares a uma corporação dos Estados Unidos. Novidade, pois a China manda nesses minerais e pode, inclusive, se tornar a maior potência econômica e militar do planeta graças às terras raras. O solo goiano com dólares significa que estamos fora do jogo da ditadura comunista chinesa. A parte ruim é que o Brasil, Goiás incluído, ainda não está em condição de aproveitar as riquezas naturais e transformá-las em mercadoria final. Minaçu é uma terra tão rara que continua sendo o único lugar no continente com os quatro principais minérios de toda uma cadeia que abastece as mais avançadas produções tecnológicas. E pensar que tudo isso ficou parado durante 10 anos porque um grupo exigia propina… (Especial para O HOJE)

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