Vice de Daniel pode ser do Entorno ou do meio evangélico
Após uma ‘esfriada’ nas discussões sobre quem será o vice de Daniel Vilela (MDB), sua base política retoma as especulações de nomes que agreguem votos. A Região Metropolitana do Distrito Federal, com seus dez municípios que fazem limite com a capital do País, desponta como a ideal. Pesa na preferência o tamanho do colégio eleitoral de quase 700 eleitores e, se acrescentar a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Enorno (Ride), esse ativo de votos alcança mais de 1,5 milhão. O detalhe relevante sobre o Entorno, na avaliação de aliados de Daniel, é que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) obteve quase 70% dos votos válidos na eleição de 2018 e repetiu o feito na reeleição em 2022, todas as duas vitórias no primeiro turno.
Esse histórico tem tido peso na avaliação de Daniel e seus aliados sobre um vice que agregue votos. Para o ex-prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (MDB), ainda dá tempo para o Entorno articular um nome que represente a região. “O problema é que não se vê nenhum movimento nessa direção, isso dificulta qualquer abordagem sobre quem pode ser o vice”, diz Pábio. Outro que teve conversa com Daniel foi o ex-prefeito de Iporá, Naçoitan Leite (União Brasil). Liderança histórica na Região Oeste do Estado, Naçoitan disse à coluna que, em conversa recente com Daniel, sugeriu que o vice ideal deveria ser do Entorno do DF ou do meio evangélico.
“Sou do agro e posso afirmar que esse setor tem influência, mas poucos votos. Sugeri ao Daniel conversar com as grandes lideranças evangélicas sobre apoio e um nome para compor a vaga de vice, caso o Entorno não consiga indicar alguém”, opina Naçoitan. O ex-prefeito de Iporá argumenta que Daniel não terá outra saída a não ser essas duas alternativas. “O Zé Mário [José Mário Schreiner] é do agro, mas esse setor está dividido. Em Rio Verde, o grupo do ex-prefeito Paulo do Vale (PSD) é contra ele, além disso, Zé Mário é de Mineiros e o Sudoeste já tem Daniel, que é de Jataí, representando a região. Então, sobram os evangélicos e o Entorno de Brasília”, atesta Naçoitan.
Zé Mário amplia leque de aliados
O ex-presidente da Faeg e um dos nomes fortes para compor a chapa de vice de Daniel Vilela, José Mário Schreiner (PSD), sabe que essa vaga é cobiçada por lideranças fora do arco do agronegócio. Segundo o serpentário político goiano, Daniel gostaria de ter como vice o ex-senador Luiz do Carmo (PSD) por dois motivos: é evangélico e um ex-emedebista hitórico. Soma-se a preferência ser irmão do Bispo Oídes José do Carmo, líder da Assembleia de Deus – Campo Campinas em Goiás. Resta saber se o ex-governador Ronaldo Caiado terá peso nessa escolha do vice de Daniel.
Olhar em 2030
A questão do vice envolve a manutenção do grupo, caso Daniel Vilela seja reeleito governador. É que o vice será por direito natural candidato ao governo, pois Daniel completaria o segundo mandato à frente do governo. Essa é a dificuldade em escolher um nome que possa dar continuidade ao projeto de poder do MDB goiano.
Mal-estar no PRD
A pré-candidatura de Gustavo Mendanha (PRD) ao Senado tem gerado desconforto de todos os lados. Com forte presença no meio evangélico, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) tem visto em Mendanha um concorrente direto por esse mesmo eleitorado.
Não para por aí
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), também não ficou nada satisfeito. Segundo apuração de bastidor, Leandro não teria sido consultado sobre a decisão. O mesmo desconforto é atribuído a Jorcelino Braga (PRD), que não teria sido comunicado por Mendanha.
Antonietti inclusivo
Responsável pela zeladoria pública de Águas Lindas, no Entorno do DF, o prefeito Lucas Antonietti finaliza uma das obra do município com maior abrangência social: a nova sede da Apae de Águas Lindas. De acordo com o Dr. Lucas Antonietti, a entrega da nova Apae representa um avanço histórico na área da inclusão e assistência especializada em Águas Lindas.
Tem que ser você! – Apontada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como boa vice para Flávio Bolsonaro (PL), Júlia Zanatta (PL-SC) esbarrou com Tereza Cristina (PP-MT) e as duas brincaram: “Tem que ser você”, afirmava uma. “Não, tem que ser você”, respondia a outra.