‘Vida de gado’ e tarifas caras na rota dos passageiros do Entorno
O Estado brasileiro é seletivo e não olha com a mesma atenção para o andar de baixo da pirâmide social, principalmente os que necessitam de transporte público para trabalhar. Poucas cidades no País contam com esse meio de locomoção que atende com respeito e dignidade seus usuários. Entre as capitais brasileiras, Goiânia figura no topo da lista que melhor oferece atendimento no transporte coletivo. Logo em seguida vem a capital do País, Brasília, que tem parte desse serviço subsidiado.
Por ser o grande reservatório de mão de obra do Distrito Federal, o Entorno oferece a maioria da mão de obra não-qualificada. Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada, aproximadamente 200 mil pessoas se deslocam do Entorno para o DF para trabalhar. Desse total, por volta de 120 mil utilizam ônibus. Águas Lindas de Goiás lidera, com mais de 55 mil trabalhadores, seguida de Valparaíso de Goiás, com 42 mil. É aí que começa o problema. A maioria é de trabalhadores não qualificados, grande parte ganha apenas um salário-mínimo, e os reajustes não acompanham os aumentos sucessivos das tarifas. Para o andar de cima, dos poderosos de plantão, o povo é só um detalhe para votar, não importa se leva vida de gato em ônibus lotados e com tarifas caras.
Essa indiferença explica porque, após tantos anos, os municípios que fazem fronteira com o Distrito Federal nunca tiveram transporte público digno do nome para os mais de 200 mil passageiros desse serviço. Ônibus velhos, pontos de embarque sem cobertura, mal iluminados e tarifas caras. Estudos mostram que os trabalhadores gastam, em média, 35% do que ganham em passagens para ir para o DF trabalhar e voltar às suas cidades. Para complicar ainda mais, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou mais um reajuste nas tarifas de quase 3%. Prefeitos e usuários do transporte público se unem nas críticas e protestos.
Flávio e Wilder no caminho da fé
O pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (RJ), e o nome ao Governo de Goiás, Wilder Morais, os dois do PL, percorreram o caminho da fé que leva à Básica de Trindade. Os dois conversaram rapidamente com a coluna e evitaram falar sobre política. Além de serem amigos e senadores, têm em comum a fé. Wilder é católico praticante e Flávio pentecostal, mas unidos nas ideias conservadoras. “Antes de sermos políticos, somos pessoas que acreditam em Deus acima de nós, que nos guia e nos conforta frente aos grandes desafios, seja na vida pessoal ou na política”, resume Wilder.
Guerra de versículos
Enquanto o PL tenta colocar panos quentes na crise entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Michelle Bolsonaro (PL-DF), as partes fazem uma batalha de versículos bíblicos nas redes sociais. A ex-primeira-dama cita Salmos 34:13 para afirmar que “a falsa testemunha não ficará impune”. Fernanda, esposa de Flávio, responde com Provérbios 6:16-19: “Língua mentirosa”.
Tô fora!
O presidenciável Renan Santos (Missão) surpreendeu diplomatas e embaixadores de mais de 60 países durante um almoço em Brasília. As falas sobre combate ao crime organizado e corrupção renderam elogios. O desconforto ficou para a Guerra na Ucrânia, que Renan classificou como “um problema da Europa”.
Não é consenso
A esquerda em Goiás segue sem acordo para o Senado. O PSB defende a candidatura única de Isaura Lemos e aposta que a fragmentação da direita abre espaço para eleger um senador, desde que as forças progressistas se concentrem em um único nome. A tese, porém, encontra resistência de PV, PCdoB, PDT e PSOL. Uma nova rodada de negociações está marcada para segunda-feira (29).
Aldo Arantes firme
Mesmo com a defesa do PSB por candidatura única na esquerda em torno de Isaura Lemos, o ex-deputado Aldo Arantes (PCdoB) segue em pré-campanha para o Senado. Nesta sexta-feira (26), Aldo visitou a Associação Goiana de Imprensa (AGI), onde foi recebido pelo presidente da entidade, Valterli Guedes, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Tarzan de Castro.
PO vai topar? – Se o presidente do PSD no DF, empresário e ex-senador Paulo Octavio, aceitar a proposta de José Roberto Arruda e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para disputar o Senado, embaralha o jogo na disputa para duas vagas.