Wilder dá o troco nos governistas com Ana Paula Rezende na vice
Desde 2025 que a base política liderada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), bate bumbo que o PL de Goiás, comandado pelo senador Wilder Morais, apoiaria a candidatura a governador de Daniel Vilela (MDB). A ideia era tirar Wilder da disputa ao oferecer uma das vagas ao Senado para o partido. Inicialmente, o movimento para formalizar a aliança se iniciou com o ex-deputado federal e agora vereador goianiense, Major Vitor Hugo (PL). Não prosperou, mas o deputado federal Gustavo Gayer viu a oportunidade de ser o segundo voto de Gracinha Caiado (UB) ao Senado. Também esbarrou na coerência de Wilder na defesa do PL ter candidato próprio.
Há seis meses que Gayer tentava costurar, por meio de narrativas, que o líder Jair Messias Bolsonaro o havia recomendado se aproximar do governador Caiado para uma aliança. O argumento era que Bolsonaro foca em ter uma grande bancada de senadores e não de governadores. Virou um fuzuê, mas Wilder, silenciosamente, foi ‘comendo pelas beiradas’ e teve agenda com Bolsonaro, que validou sua candidatura a governador. Com o aval do ex-presidente e do líder nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Wilder, em uma semana, acertou a entrada de Ana Paula Rezende em sua chapa na vaga de vice.
Ao anunciar a filha de Iris Rezende e Dona Íris, lideranças históricas do MDB goiano e nacional, Wilder Morais deu o troco na base caiadista e boa parte da mídia, que colocava em dúvida sua palavra. Tentaram convencer a direita e os bolsonaristas goianos que ele não seria candidato. “Ficou muito desarrumado para Daniel Vilela e Caiado esse anúncio sobre a Ana Paula na vice”, disse à coluna uma liderança do Entorno presente no diretório do PL. Esse vereador arremata dizendo: “Espero que agora os jornais e blogueiros oficiais deixem de dizer que o PL não terá candidato”.
PL sinaliza que pode ter chapa pura
Com o anúncio de que a empresária e filha de Iris Rezende, Ana Paula, será sua vice, o pré-candidato ao governo Wilder Morais sinaliza que o PL pode ter uma chapa pura, ou seja, todos os cargos majoritários serem do partido. Embora muitas lideranças acreditem que é mais difícil vencer uma eleição polarizada sem uma composição de aliados, o PL se fia no ativo bolsonarista no Estado e na força dos conservadores para sustentar a campanha.
Fator Caiado
Em conversas com dois prefeitos da base do governista, um do União Brasil e outro do MDB, sobre a possibilidade de Daniel Vilela sofrer uma desidratação de apoios políticos, eles acham muito improvável. Resumidamente avaliam que, “se o governador Ronaldo Caiado levar sua candidatura a presidente até o final das convenções, a depender de seu desempenho, ele pode vir a ser escolhido vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”. “Nesse caso, Wilder teria que apoiar Daniel.”
E o contrário?
A coluna perguntou: “Se for o contrário, Daniel vai apoiar Wilder?”. “Ah, não. Nossa base é maior e o Flávio seria favorecido com muitos eleitores”, pondera um dos prefeitos da base de Daniel Vilela. O fato é que será uma eleição onde os três candidatos podem chegar empatados no primeiro turno.
Vitor Hugo firme
Enquanto Gustavo Gayer (PL) defende uma aliança com Daniel Vilela (MDB), Major Vitor Hugo (PL) segue em direção oposta e sustenta a pré-candidatura de Wilder Morais (PL) ao Governo de Goiás, movimento que o posiciona como alternativa do partido ao Senado. Fred Rodrigues (PL), que foi o candidato do partido à Prefeitura de Goiânia em 2024, também segue como opção.
Marconi perde Calil
O pré-candidato a governador de oposição, Marconi Perillo (PSDB), dava como certa a filiação do deputado federal Zacharias Calil (ainda no UB), mas ele optou por Wilder Morais. Assim, Perillo conta com os deputados federais Professor Alcides e Jeferson Rodrigues para montar uma nominata no PSDB com potencial para eleger ao menos um deputado federal. A dúvida é se Matheus Ribeiro, ex-candidato à Prefeitura de Goiânia, entrará na disputa e reforçará a chapa. Ele conta ainda com o ex-prefeito de Sanclerlândia, Itamar Leão, para deputado federal.
Dino, herói do povo – Goste ou não do ministro STF, Flávio Dino, mas suas ações em defesa do dinheiro público, como o controle das emendas PIX e agora a suspensão dos ‘penduricalhos’ do Judiciário, fazem dele o herói dos interesses públicos e do sofrido povo pagador de impostos.