Wilder não “joga parado” e soterra o sonho de Daniel em ter o apoio do PL
O fato político mais relevante na disputa ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, foi o lançamento oficial da pré-candidatura do senador Wilder Morais e sua vice, Ana Paula Rezende, ambos do PL, neste sábado (27). Os bolsonaristas mostraram que são orgânicos e que, a partir de agora, enterram de vez a tentativa e a esperança de alguns que o PL poderia se aliar a Daniel Vilela (MDB). Até recentemente, a narrativa do grupo palaciano fomentava a divisão bolsonarista. Esse sonho foi soterrado definitivamente neste sábado, com o aval do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e do pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Gostem ou não, os apoiadores de Daniel Vilela que dizem sobre Wilder “jogar parado”, ou seja, não fazer nenhum movimento que lembre a política tradicional, o pré-candidato a governador pelo PL chegou até aqui resistindo a duas frentes de oposição. A primeira, do campo governista, que conduziu uma campanha insidiosa, tentando convencer que Wilder não seria candidato e que terminaria apoiando Daniel Vilela (MDB). A segunda era dentro do partido, onde o deputado federal Gustavo Gayer tentava levar a legenda para Daniel. Wilder não cedeu. Desde o início contou com o respaldo de Valdemar Costa Neto e de Flávio Bolsonaro. Além de aliados do senador, são amigos.
Durante o evento, a coluna observou que havia, além do bolsonarismo, eleitores de Iris Rezende (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Ronaldo Caiado (PSD). Não por acaso que Wilder usou boa parte do discurso para elogiar os antecessores. Reconheceu no emedebista o mérito das estradas que rasgam o Estado e viabilizaram o agronegócio. Creditou a Marconi a modernização e a industrialização, processo do qual o próprio Wilder participou como secretário de Infraestrutura. E elogiou Caiado pela queda da criminalidade, do campo às cidades. O que indica que sua campanha vai prometer ao eleitor goiano manter o que funciona e melhorar o que ainda não funciona.
“Subestimaram um vencedor”
A coluna conversou com o senador Wilder Morais sobre sua expectativa a partir do evento deste sábado (27). Para o senador, o mais importante foi a resposta, com o comparecimento de quase 4 mil pessoas. “Meus adversários diziam que eu jogava parado, não tinha motivação para disputar o governo, mas esqueceram de um detalhe: não faço política tradicional, dando entrevistas e batendo boca na mídia. Eu trabalho silenciosamente e foi assim que venci os desafios como filho de uma costureira e um pai taxista. Subestimaram um vencedor que não faz propaganda para desconstruir adversários”, resumiu Wilder.
Magda persona non grata
A deputada federal Magda Mofatto foi barrada no evento do PL, ato que não causou surpresas a ninguém. A deputada apoia Daniel Vilela (MDB) para o Governo de Goiás e a Ronaldo Caiado (PSD) a presidente. Além disso, segundo a coluna apurou, “não participa da vida partidária da legenda”. Por conta desse distanciamento, Magda não soube que, por medida de segurança de Flávio Bolsonaro, a deputada não portava a pulseira de acesso ao local reservado.
Sem cerimônia
O placar de 5 a 0 no Supremo Tribunal Federal para liberar o pagamento de penduricalhos revela que o Brasil foi sequestrado por uma elite que hoje domina a burocracia estatal e sobrepôs seus interesses sobre os interesses nacionais, perpetuando privilégios de forma desavergonhada.
Um a menos
Como se esperava, Alexandre Baldy (PP) desistiu da pré-candidatura ao Senado para ser primeiro suplente de Gracinha Caiado (União Brasil). A base governista, porém, segue congestionada na disputa pela Casa Alta, com Vanderlan Cardoso (PSD), Zacharias Calil (MDB) e Gustavo Mendanha (PRD) ainda na corrida.
Caiado eleitoral – Gilberto Kassab diz acreditar que Ronaldo Caiado (PSD) vai ajudar o partido a eleger mais deputados federais. O dirigente avalia que Caiado pode atrair eleitores da direita para nomes proporcionais da legenda que caminham com Lula (PT).