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sábado, 31 de janeiro de 2026

Wilder reafirma candidatura, mas aguarda o aval do PL nacional

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 26 de janeiro de 2026
Wilder
Ilustração: Takeshi Gondo

A queda de braços entre o grupo do senador Wilder Morais, presidente regional do PL e pré-candidato ao governo de Goiás, e o Palácio das Esmeraldas — leia-se o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) — deverá ser resolvida pela cúpula nacional do Partido Liberal. Enquanto a decisão não vem, o senador mantém sua equipe mobilizada com palestras e encontros regionais por meio do programa Rota 22.

Neste sábado (24), uma dessas atividades ocorreu em Iporá, na região Oeste do Estado, reunindo diversas lideranças de municípios vizinhos. Mais uma vez, Wilder reafirmou o discurso que vem adotando em reuniões internas do partido: “Minha candidatura é irreversível”.

O impasse ocorre porque o governador Ronaldo Caiado tem afirmado, após conversa com o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, que a legenda deve caminhar ao lado do candidato governista Daniel Vilela (MDB). Segundo a mídia local, o Palácio das Esmeraldas sustenta que quase a totalidade dos 26 prefeitos eleitos pelo PL já declarou apoio a Daniel e defende a entrada do partido na aliança com Caiado.

Reforça esse argumento o fato de que o principal puxador de votos do bolsonarismo em Goiás, o deputado federal Gustavo Gayer (PL), atua abertamente para que a sigla se una ao MDB na disputa estadual.

Nos bastidores, prefeitos alinhados ao senador Wilder e à sua pré-candidatura ao governo não economizam críticas a Gayer. Na avaliação deles, o deputado estaria “empenhado em causa própria e não pelo partido”. Um deles afirmou à coluna que “Gayer quer ser eleito senador pegando carona com a primeira-dama Gracinha Caiado e, por isso, não conspira contra Wilder”.

Pelas contas do Palácio das Esmeraldas, além de Gayer, o vereador Major Vitor Hugo (PL), pré-candidato a deputado federal, também defende que o partido caminhe com a base caiadista.

Racha no PL favorece quem?

Alguns cenários vêm sendo especulados sobre um possível racha no PL goiano, caso a direção nacional descarte a candidatura de Wilder Morais. Se houver aliança com o governo Caiado, Gayer pode vir a se eleger senador, mas o bolsonarismo sairia dividido.

Seria, na avaliação de interlocutores, a troca de um senador em meio de mandato, sem manchas na vida política, por outro com processos, perfil polêmico e futuro incerto — sobretudo se o PT vencer as eleições. Mesmo com uma bancada numerosa no Senado, aliados avaliam que o presidente Lula não repetiria os erros do terceiro mandato.

Caso perca o comando do PL, Wilder Morais passaria a ser um ativo disputado pela oposição, afinal, mantém capital eleitoral próprio e votos consolidados.

Não faltou assunto

Ainda sobre Wilder, o senador participou do encerramento da marcha promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Na ocasião, conversou com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mas não revelou o teor da conversa. A aliança com o MDB, no entanto, certamente esteve na pauta. A conferir.

Desistiu, mas…

…não totalmente. Caso surja uma brecha segura, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode acabar ungido candidato à Presidência da República. A pressão existe, mas ele tem dado sinais de distanciamento do PL ao ampliar o espaço do Republicanos em seu governo.

Isso indica que está descartada sua filiação ao PL e que seu foco seguirá sendo a reeleição em São Paulo. Tarcísio deve ajudar pontualmente nas eleições estaduais, mas não deve se engajar nacionalmente na campanha de Flávio Bolsonaro.

Carrijo inova

O prefeito de Rio Verde (MDB), Wellington Carrijo, comemora mais uma conquista importante. Sua gestão entra para a história ao realizar a primeira cirurgia robótica no município.

“O mérito desse avanço no Hospital Municipal Universitário de Rio Verde (HMU) deve ser creditado ao ex-prefeito Dr. Paulo do Vale, mas coube a mim a honra de dar continuidade ao projeto”, afirmou à coluna.

Rio Verde avança

“Esta cirurgia robótica foi totalmente gratuita e realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Centro-Oeste”, destacou Carrijo. Prefeito de primeiro mandato, médico e jovem, Wellington tem surpreendido o meio político com um novo conceito de gestão.

“Minha meta é colocar Rio Verde entre os municípios mais avançados tecnologicamente do País, sempre com o olhar voltado para a população e para os meios de produção”, concluiu.

Vai ter barulho — Ao retornar às atividades a partir do dia 2 de fevereiro, o Congresso deve debater o impeachment de ministros do STF, principalmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Aliás, o caso do Banco Master caminha para ser o tema mais palpitante.

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