Bancos e lixeiras são principais alvos de vândalos

Postado em: 22-03-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Comurg gasta, em média, R$ 100 mil com recuperação de espaços e objetos depredados em Goiânia

Karla Araujo

Lixeiras, bancos e muros das unidades de Educação são os principais alvos de vândalos na Capital. Os objetos são quebrados ou roubados e os muros são pichados com mensagens das ‘galeras’.  Em média, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) gasta, por mês, R$ 100 mil para reparar depredações em patrimônios públicos. Na Avenida Goiás, por exemplo, bancos de ferro foram roubados e ainda não repostos porque são artesanais e não mais fabricados. Segundo o presidente da Comurg, Edilberto Dias, cada banco custa cerca de R$ 2 mil e, agora, a companhia busca uma forma de repô-los. 

Outro alvo dos vândalos é a Praça da Juventude, localizada no Setor Novo Horizonte. Inaugurada em outubro de 2015, o local foi depredado poucos meses depois. A pista de skate foi pichada, os banheiros quebrados e o espaço de administração– que nunca recebeu uma equipe– também foi destruído. Após inauguração, a Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul) ficou responsável pela gestão do espaço. De acordo com o Dias, a Comurg estuda colocar um grupo de servidores para trabalhar continuamente no local afim de evitar novo vândalismo. 

O investimento total na praça foi de R$ 666 mil, sendo R$ 510 mil da União e R$ 156 mil do município. O presidente conta também que a grama retirada do canteiro central da Avenida T-63 para construção de uma ciclovia foi roubada durante a noite. “Conseguimos flagrar uma pessoa com uma pequena carreta recolhendo o material, mas muito mais foi roubado antes disso”, lamenta o presidente.  

Violência

A falta de segurança no local também preocupa moradores do setor Novo Horizonte. Um comerciante que não quis se identificar disse que não vai à Praça da Juventude, porque tem medo de assaltos e dos traficantes que estão no local, segundo ele, com frequência. 

De acordo com o subcomandante da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, Valdimir Passos, 12 pessoas foram presas na praça entre os meses de dezembro e janeiro, mas, diz, Passos, provavelmente já foram soltos. “Nossa ação no local é continua, mas não conseguimos evitar todos os crimes. As pessoas que realizaram as depredações infelizmente não foram presas em flagrante”, lamenta.  

7 mil pontos pichados em Goiânia 

As depredações na capital vão além de lixeiras quebradas e atingem também muros e portões de estabelecimentos comerciais e residências. De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), a capital possui sete mil pontos pichados, o que equivale a 50% dos imóveis da cidade. 

De acordo com a adjunta da Dema, Lara Menezes, a maior parte das pichações que existem hoje em Goiânia é antiga. “Elas foram feitas por ‘galeras’ que investigamos e tomamos as providencias para que não voltassem a sujar os edifícios da cidade. Há quatro anos começamos uma verdadeira caça a esses pichadores. Com isso, a quantidade de ocorrências da ação na cidade em 2015 não chega a 20% do que era nos anos anteriores”, explica a delegada.

Edilberto Dias admite que a prefeitura não consegue vigiar cada ponto da capital para que não exista vandalismo e depredações ao patrimônio particular. Segundo ele, o tempo para o reparo depende da localização. O coreto da Praça Cívica, por exemplo, é pintado com frequência. 

 

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