Especialistas evitam retorno do ebola

Postado em: 22-03-2016 às 06h29
Por: Sheyla Sousa

A agência de saúde das Nações Unidas enviou um time de especialistas para a Guiné depois de dois novos casos de ebola terem sido confirmados na quinta-feira (17), a primeira emergência do vírus fatal no país do Oeste da África desde que seu surto original foi declarado em dezembro de 2015.

O centro nacional de emergências da Guiné realiza uma reunião nesta sexta-feira (18) para coordenar uma rápida resposta para conter a retomada da doença, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) em comunicado à imprensa.

“A OMS continua a enfatizar que Serra Leoa, assim como Libéria e Guiné, ainda estão sob risco de retorno do ebola, principalmente devido à persistência do vírus em alguns sobreviventes, e precisam ficar em alto alerta e prontos para responder”, disse a agência.

As autoridades de saúde da Guiné alertaram a OMS e seus parceiros na quarta-feira para três mortes não explicadas nas últimas semanas em Koropara, um vilarejo na cidade sulista de Nzérékoré.

Na quinta-feira, o ministério da Saúde da Guiné, a OMS, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) enviaram pesquisadores à região. Amostras foram tomadas de indivíduos, e uma mulher e seu filho de cinco anos foram levados para uma unidade de tratamento depois de receberem resultado positivo para o vírus em testes laboratoriais.

Em coordenação com o ministério da Saúde do país, a OMS mobilizou na sexta-feira um time inicial de epidemiologistas, especialistas em vigilância e vacinas, rastreadores e um antropólogo para apoiar uma resposta entre as agências. Os times de resposta irão trabalhar para investigar a origem das novas infecções e identificar, isolar, vacinar e monitorar todos os contatos dos novos casos e aqueles que morreram.

As novas infecções na Guiné foram confirmadas no mesmo dia que a OMS declarou o fim do último surto de ebola na vizinha Serra Leoa. O pior surto de ebola da história começou na Guiné em dezembro de 2013 e desde então matou mais de 11,3 mil pessoas, principalmente em Guiné, Libéria e Serra Leoa.

 

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