Terça-feira, 07 de fevereiro de 2023

Campanha de vacinação contra gripe começa hoje

Até o dia 20 de maio, população pertencente aos grupos prioritários poderá ser imunizada contra os vírus Influenza

Postado em: 12-04-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Até o dia 20 de maio, população pertencente aos grupos prioritários poderá ser imunizada contra os vírus Influenza

A Campanha de Vacinação Contra a Influenza 2016 começa nessa terça-feira (12). De acordo Estadual de Saúde, a imunização ocorrerá em 167 municípios goianos. A campanha, que dura até o dia 20 de maio, pretende vacinar 80% da população que integra o grupo de risco, como crianças menores de dois anos, idosos, indígenas, profissionais da saúde, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Prevista para começar no dia 30 de maio, véspera do período de frio, a vacinação foi antecipada no Estado devido ao alto índice da doença e também ocorrência de mortes. Apenas na cidade do Sul goiano, Rio Verde (a 238 quilômetros da Capital), onde houve surto do Influenza A tipo H1N1, quatro pessoas morreram nesse ano. Além do vírus que causou as mortes no município, a campanha também imunizará a população contra os vírus do tipo Influenza A H3N2 e Influenza B.  

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“O objetivo na antecipação da campanha é beneficiar a população de risco em Goiânia, visto que a melhor forma de combater a doença é a prevenção”, justifica o secretário municipal de Saúde, Fernando Machado. Cerca de 266 mil pessoas, de uma população total de 332.549 mil, serão imunizadas durante o período de vacinação. Segundo a secretaria, o esperado com a vacina é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da Influenza na população alvo.

Grupos de risco

Para a médica infectologista do Hospital de Doenças Tropicas de Goiânia (HDT), Letícia Aires, é importante que os grupos de risco sejam prioridade na imunização porque a população pertencente a eles é mais susceptível a desenvolver complicações da gripe e tem uma resposta mais curta à imunização. “O tempo médio de duração da imunização é de um ano, mas em crianças e idosos, por exemplo, a duração pode ser de apenas nove meses”, diz.

A médica explica que a cada campanha a imunização é voltada para os vírus que mais oferecem riscos, já que a vacina é desenvolvida a partir dos agentes patológicos que mais circularam no ano anterior e que, por isso, oferecem uma ameaça maior de contaminação e desencadeamento de complicações. 

Biana Barbosa Lobo, 48, é diabética, ou seja, faz parte da população que possui doenças crônicas, um dos grupos que é foco da campanha. Todos os anos ela procura se imunizar contra a gripe, mesmo assim, a doença não dá arrego. Há 15 dias Biana sofre com falta de ar, nariz congestionado e tosse, alguns dos sintomas típicos da gripe. Apesar do mal-estar, a mulher comemora, pois dessa vez não sentiu febre. 

Biana considera a campanha de vacinação importante e sempre bem-vinda, pois aumenta a resistência das pessoas mais vulneráveis contra a doença. “Se está ruim com ela, pior sem”, brinca. Além disso, a mulher também ressalta que a antecipação da campanha pode ajudar a melhorar o quadro da doença no Estado, graças a grande quantidade de pessoas que, assim como ela, já está adoecendo, mesmo antes do inverno.

Os profissionais de saúde conhecem bem esse aumento, pois lidam diretamente com os infectados. Justamente por isso, eles também estão inclusos nos grupos de risco. Carina Oliveira (nome fictício) é enfermeira de uma unidade básica de saúde e lembra que a imunização desses profissionais é imprescindível. Carina conta que o contato direto com os enfermos aumenta o risco de contaminação e também de disseminação da doença. No entanto, ela acredita que o ideal seria a imunização ser disponibilizada para toda a população. “Todo mundo pode ter gripe e desenvolver complicações”, afirma. 

Mitos 

Algumas pessoas acreditam que a vacina contra a gripe pode gerar alguns efeitos, como, por exemplo, a imunização não surtir efeito e até mesmo a vacinação como via de contaminação com o vírus. Letícia Aires esclarece que a vacina contra os vírus Influenza A não causa desenvolvimento imediato da doença. “O que acontece é que muita gente recebe a dose da vacina com o vírus já incubado e, posteriormente, acredita que a doença ocorre em virtude da imunização”, afirma.

Já, a diretora de vigilância em saúde da Secretaria Municipal, Flúvia Amorim, lembra que ser vacinado não significa que o paciente não desenvolverá gripe, mas sim que ele terá uma maior resistência à doença, com menores chances de sofrer complicações dela, reduzindo também o risco de óbito. “A vacina não é a única forma de prevenir, mas é a melhor”, alerta. (Jéssica Chiareli) 

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