Febre amarela mata 75% das vítimas em Goiás

Entre janeiro de 2015 e agosto deste ano doença fez seis vítimas fatais

Postado em: 01-09-2016 às 06h00
Por: Redação
Entre janeiro de 2015 e agosto deste ano doença fez seis vítimas fatais

Deivid Souza

A febre amarela matou 75% das pessoas que contraíram a doença em Goiás no período compreendido entre janeiro de 2015 e agosto deste ano. Foram oito casos confirmados. Destes, apenas duas pessoas sobreviveram de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). 
Os números da SES não contabilizam uma morte ocorrida em Goiânia que ainda está em investigação pela pasta, mas foi confirmada pela análise da Secretaria Municipal de Saúde. Se levada em conta a morte do homem de 27 anos, que residia na Região Noroeste da capital, o índice de letalidade sobre para 77%.
Se em 2015, os casos se concentraram na Região Norte de Goiás, em municípios como São Miguel e Alto Paraíso, este ano os casos se concentram no centro do Estado. Os três casos suspeitos foram notificados em Goiânia, Senador Canedo e São Luiz de Montes Belos.
O biomédico especialista em febre amarela da SES, Hélio Filho, explica que os surtos são cíclicos e como nos anos 2004 e 2005 aconteceram vários casos, já era sabido que os registros poderiam aparecer. “A média geralmente fica acima de 60%, mas tem períodos que chega a 100%, é sempre alta”, diz.
Uma das preocupações das autoridades de saúde é a possibilidade da ocorrência de um surto em zona urbana como aconteceu em 1942 no estado do Acre. O transmissor da febre amarela, o mosquito Haemagogus vive em zonas de mata, mas o vírus também é transmitido pelo Aedes aegypti, transmissor da dengue e presente nos meios urbanos.
A SMS de Goiânia intensificou o trabalho de vacinação da doença na capital. Filho entende que isso é extremamente importante por tratar-se de uma situação para a qual há prevenção. Ele afirma que um dos casos ocorridos em Goiás era de uma pessoa de origem no norte do estado da Bahia. “Uma das nossas preocupações são turistas e pessoas que são de regiões onde a cobertura vacinal não é recomendada como a Região Nordeste e a região costeira do País”, frisa Filho.
A febre amarela tem sintomas parecidos aos de outras doenças como a dengue: febre alta, mal estar, dor de cabeça, dor muscular e icterícia – presença de cor amarelada na pele. A doença compromete o funcionamento dos rins, fígado e pulmões. Ela pode provocar hemorragias.
Filho ressalta que os cuidados de saúde consistem em dar suporte ao organismo para que este se recupere, não há remédio específico para a febre amarela.

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