Clima seco aumenta em 30% a procura por médico

Crianças e idosos são os que mais sofrem com a baixa umidade e o calor. Doenças respiratórias e dermatites são as mais recorrentes

Postado em: 06-09-2016 às 06h00
Por: Redação
Crianças e idosos são os que mais sofrem com a baixa umidade e o calor. Doenças respiratórias e dermatites são as mais recorrentes

Milleny Cordeiro

As altas temperaturas têm alcançado 35º C em Goiânia e Região Metropolitana. Todos sentem, uns mais outros menos, os desconfortos gerados pelo calor, associado ao tempo seco e à baixa umidade do ar. No entanto, crianças e idosos são os principais afetados pelo clima característico deste período do ano. Rinite, falta de ar, pneumonia, asma, pressão baixa e dermatites são algumas das afecções que atingem esses grupos etários com mais recorrência. 

O diretor técnico do Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) do Setor Pedro Ludovico, Gleydson Ferreira de Melo, estima que, além da demanda usual, a procura pelo Ciams no período seco cresce em média de 20 a 30%. São pacientes idosos e crianças com quadros respiratórios irregulares, em sua grande maioria. 

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Como a demanda cresce, a direção do Ciams trabalha para que o aproveitamento do atendimento seja feito em 100%. Assim, eles trabalham com o encaixe para atender os pacientes, principalmente as crianças. “Se duas ou mais mães faltam, nós vamos encaixando aquelas que chegam 

Mesmo que a confirmação clínica prove o contrário, pais e mães queixam-se sempre dos problemas respiratórios de seus filhos, associando-os sempre ao período seco e quente. 

Idosos

O Ciams do Pedro Ludovico dispõe de pediatria, dermatologia e pneumologista para atender pacientes que apresentam algumas das doenças já citadas e mais recorrentes nesse período. De acordo com Gleydson, os idosos são os que mais apresentam quadros de pneumonia na unidade. 

Eles participam do Programa de Saúde aos Idosos, onde são atendidos para o controle da hipertensão e diabetes que, segundo Gleydson, também pioram nesse período com a baixa umidade. No entanto, muitos até deixam de procurar a unidade para atendimento no programa justamente pela indisposição causada pelo clima. 

Casos

A idosa de 60 anos Maria Silva Lima chegou ao Cais da Chácara do Governador, em Goiânia, às 08h da manhã com um quadro de dispneia (dificuldades para respirar) e até às 17h da tarde de ontem ainda não tinha saído em decorrência de um exame que precisava ser feito às 18h. Ela foi internada recentemente devido a um edema pulmonar e, há duas semanas, tem sofrido com a falta de ar que a impede de dormir à noite. “Nesse tempo seco tudo piora, eu procuro tomar muita água, mas não adianta”, relata. 

Maria também tem diabetes e foi dosada para controlar a doença, além disso, ela recebeu soro na veia e foi medicada com a ‘bombinha’ (aerossol dosimetrado). De acordo com uma das enfermeiras do Cais, a conhecida ‘maquininha de aerossol’ que permite a inalação de uma fumaça formada pelo remédio e o soro fisiológico está sendo substituída pela bombinha nos tratamentos de pacientes.

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