Comurg deve exonerar 200 comissionados

Promotor que fez a recomendação alega irregularidades na contratação

Postado em: 13-09-2016 às 06h00
Por: Redação
Promotor que fez a recomendação alega irregularidades na contratação

Milleny Cordeiro

O Promotor de Justiça Fernando Krebs fez uma recomendação ao presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Edilberto Dias, para que os últimos 200 comissionados contratados em 2016 sejam exonerados de seus cargos, sob a justificativa de irregularidades que ferem requisitos constitucionais. Fernando Krebs informou que, nos últimos anos, o número de comissionados subiu abruptamente de 400 para 600 contratados, e que esse fator teria aumentado as despesas da Comurg em R$ 10 milhões. 

O Presidente da Comurg, Edilberto Dias, afirmou não estar ciente da recomendação de Krebs e informou que o número de comissionados, pelo contrário do que é afirmado pelo promotor, diminuiu. Sobre as irregularidades, Edilberto disse que tudo está dentro da normalidade. “Todos os comissionados são ficha limpa e estão regulares”, completou. 

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Para Krebs, o número de comissionados passíveis da exoneração ainda é pouco e o objetivo do promotor é que mais pessoas sejam exoneradas de seus cargos. Foi dado um prazo de 30 dias para que a Comurg acate a recomendação. 

Além disso, também é recomendado ao presidente que a relação completa dos outros comissionados seja encaminhada ao Ministério Público
de Goiás, para que os cargos, lotação, funções desempenhadas e vencimento de cada contratado sejam averiguados. Aqueles que não estiverem regulares deverão ser exonerados de imediato. 

Cargos

De acordo com Edilberto, a Comurg possui um quadro de 9 mil funcionários, dos quais cerca de 5% são comissionados. Ele relatou que, há algum tempo, foram contratados advogados e contadores para fazer o gerenciamento do órgão. Entre os cargos que serão desocupados com a exoneração, segundo Krebs, está o de assessores.

Edilberto Dias também relatou ao O HOJE que funcionários ligados à Comurg, que estavam preenchendo cargos no Paço Municipal de Goiânia, voltaram ao trabalho na Companhia devido a Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige a transparência dos gastos públicos entre outras medidas. A situação, segundo Edilberto, justifica o aumento dos gastos na Comurg. 

O Promotor de Justiça abriu um inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades na contratação de comissionados entre março de 2014 e julho deste ano.

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