Gêmea siamesa morre em cirurgia de separação; irmã está em estado gravíssimo

Débora e Ana Júlia nasceram em maio e eram unidas pelo tórax, abdômen e compartilhavam o fígado e uma membrana do coração

Postado em: 14-09-2016 às 10h00
Por: Redação
Débora e Ana Júlia nasceram em maio e eram unidas pelo tórax, abdômen e compartilhavam o fígado e uma membrana do coração

Da redação 

O Hospital Materno Infantil (HMI) realizou no fim da tarde desta terça-feira (13) a cirurgia de separação das gêmeas siamesas Débora e Ana Júlia, de quatro meses. As crianças nasceram na unidade no início de maio deste ano com 34 semanas e eram unidas pelo tórax e abdômen. Além disso, também compartilhavam o fígado e uma membrana do coração.

De acordo com o hospital, a cirurgia foi realizada em caráter de emergência, devido o quadro clínico grave de uma delas, Ana Júlia. “Uma das gêmeas apresentou um processo de infecção pulmonar grave, o que fez com que seu estado de saúde piorasse e, por serem interligadas, estava prejudicando a outra bebê. Por essa razão decidimos separá-las”, explicou o cirurgião pediátrico Zacharias Calil.

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Apesar dos esforços, a bebê morreu durante o procedimento.  A irmã, Débora, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do HMI, respira com a ajuda de aparelhos, e seu estado de saúde é gravíssimo, porém estável. Não há previsão de alta para a criança.

Procedimento

Cerca de 15 profissionais, entre cirurgiões pediátricos, anestesistas, ortopedistas, médicos intensivistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões vasculares, pediatras, enfermeiros, cardiologista, entre outros, participaram do procedimento cirúrgico, que durou aproximadamente seis horas. É a 17ª separação de gêmeos siameses realizada no HMI, que é referência mundial no assunto.

Ajuda

A unidade e o Hemocentro de Goiás fazem um apelo à população para doação de sangue O positivo para Débora. As doações podem ser feitas na sede do Hemocentro, localizado na Avenida Anhanguera n° 5.195, Campinas, entre 8 e 17 horas, em nome de Débora da criança.Doações de outros tipos sanguíneos também são bem-vindos. (Com informações do Goiás Agora)
 
 

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