Seca do córrego Santo Antônio ameaça abastecimento

A maior seca desde 1999 é caucionada por maus tratos ao longo do ribeirão em Aparecida de Goiânia

Postado em: 13-10-2016 às 08h00
Por: Redação
A maior seca desde 1999 é caucionada por maus tratos ao longo do ribeirão em Aparecida de Goiânia

Wilton Morais

O córrego Santo Antônio, em Aparecida de Goiânia, está secando devido aos maus tratos de fazendeiros que, irregularmente, realizam a drenagem e a barragem de água. No trajeto do córrego que nasce na Serra das Areias, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), verificou que nascentes estão destruídas, enquanto outras estão em situação crítica. A seca é considerada a pior, desde 1999, pela Secretaria. A água esta abaixo do reservatório que apenas com o inicio da chuva começou a elevar.

Neste ano, já foram emitidas cerca de 50 notificações sobre captação irregular e área degradada. “Demos aos proprietários de terras prazo de 30 dias para retirada da licença de captação de água. O que não é irregular, mais deve ser regulamentado, como a quantidade ideal de liquido para a capacitação, principalmente neste período”, afirma o secretário da Semma, Fábio Camargo Ferreira. “Também pedimos a demolição de barragens, limpeza dos mananciais e recuperação de áreas degradadas”, acrescenta.

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Fatores
Segundo o secretário, três fatores colaboram com a destruição do córrego e consequentemente com a falta de água. O primeiro é o ciclo hidrológico. “No período entre os meses de junho, julho e agosto o nível do Santo Antonio tende a abaixar devido à seca, o que é inevitável”, disse.

O segundo ponto apontado pelo secretario é a captação irregular de água e construção de barragens. “Para elevar o cano de captação irregular e o nível de água em áreas especificas, a população constrói barragens. Isso é comum para regar hortaliças e dar de beber aos animais”. A degradação ambiental é o terceiro fator levantado. Conforme Ferreira, sem proteção, as nascentes são atingidas pelo assoreamento. “O proprietário de terras privadas deveria cuidar destas nascentes. O zelo dessas áreas compete a eles”, conclui.  

Soluções 
No período chuvoso, a Semma orienta que os proprietários de terras no entorno do córrego refaçam a recuperação das áreas degradadas. “O ribeirão é extenso, varias nascentes fazem com que o córrego viva. Cabe ao cidadão auxiliar nesse reparo”, incentiva o secretário. 
No período de estiagem, a orientação é evitar o consumo exagerado de água. “Pedimos que a população não lave calçadas com água tratada. O desperdício atinge e afeta ainda mais o abastecimento, precisamos fazer com que essa água renda no reservatório”.

Abastecimento

De acordo com a Semma, de todo o volume disponível para o município, Aparecida de Goiânia possui 70% de água tratada. Abastecida por três sistemas diferentes, o córrego Santo Antônio, por meio dos poços profundos é responsável pelo fornecimento de 30% da cidade. O córrego Meia Ponte e o ribeirão João Leite, em Goiânia são responsáveis pelo abastecimento de 60%, e o ribeirão das Lajes abastece 10% da cidade.

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