Diagnóstico precoce de câncer de mama ainda é um desafio

Segundo estimativas do Inca, em 2016 teremos 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil

Postado em: 14-10-2016 às 06h00
Por: Redação
Segundo estimativas do Inca, em 2016 teremos 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil

Da redação

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) em 2016 teremos 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil. A conta assusta: representa cerca de  25% de todos os tumores detectados em 2016 no país, sendo que em 2013, 14.206 mulheres perderam a vida pela doença. Apesar da alta incidência, se diagnosticada em estágio inicial, a paciente tem 95% de chances de cura. Mas, então, por que será que o câncer de mama, entre as brasileiras, ainda é o que mais mata?

A resposta para equilibrar essa equação está no exame preventivo. “O Colégio Brasileiro de Radiologia e organizações internacionais recomendam que a mamografia seja feita anualmente a partir dos 40 anos de idade”, afirma a Dra. Gabriela Paiva Martins, radiologista especializada em câncer de mama do Laboratório Padrão do Grupo Hermes Pardini. 

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No sistema público de Saúde, o exame é feito apenas a partir dos 50 e a cada dois anos. “A mamografia é essencial para o diagnóstico precoce, já que consegue mostrar lesões muito pequenas, otimizando o tratamento e em muitos casos possibilitando a cura”, afirma a médica. 

Para as mulheres que apresentam fator de risco elevado, entre 20% e 25% em relação a população geral e que têm histórico da doença na família (parentes de primeiro grau), o acompanhamento deve ser iniciado ainda antes. “Se a paciente tem familiar que desenvolveu o câncer de mama aos 40 anos, por exemplo, ela deve iniciar o acompanhamento 10 anos antes, ou seja, aos 30 anos”, explica a especialista do Padrão. Nos casos de alto risco a Ressonância Magnética deve ser associada ao programa de rastreamento anualmente.

Embora a ultrassonografia mamária não faça parte de nenhum programa de rastreamento da doença, ela pode se tornar complementar em casos onde a mamografia perde sua eficiência, em mamas densas. Quanto mais jovem a paciente, maior será a densidade da mama. Isso pode acabar dificultando a avaliação de nódulos levando a resultados falso negativos. Pacientes com idade inferior a 25 anos, não devem ser submetidas à mamografia pelo seu custo-benefício. "Por isso, a ultrassonografia deve ser usada geralmente como primeira opção diagnóstica para pacientes jovens ou como exame adicional à mamografia”, afirma Gabriela.

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