Maior segurança em eventos leva brigas para as ruas

No último incidente, Polícia Militar prendeu 86 integrantes de torcidas organizadas

Postado em: 18-10-2016 às 06h00
Por: Redação
No último incidente, Polícia Militar prendeu 86 integrantes de torcidas organizadas

Caio Marx 

Mesmo com uma série de medidas de segurança adotadas, integrantes de torcidas organizadas entraram em confronto na noite do último sábado (15), o que resultou na prisão de 54 torcedores do Goiás e 32 do Vila Nova. 

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Durante a noite vários pontos da capital foram utilizados como local para briga dos torcedores, confrontos foram registrados no Terminal Isidória, no Terminal da Bíblia, e em um ponto da Avenida T-9. A escolha dos locais para palcos das brigas e agressões deixa claro que os arruaceiros estão abandonando os estádios para realizar seus confrontos nas ruas da cidade.

Segundo o delegado da Central de Flagrantes da Polícia Civil, Jerônimo Rodrigues Borges, os detidos foram enquadrados no Art. 41 do estatuto do torcedor que prevê pena de reclusão de um a dois anos e multa por “promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos”. Foram 86 torcedores presos, sendo 26 menores encaminhados a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI), todos já foram liberados. 

Segundo a Polícia Militar (PM-GO), o grau de instrução de alguns torcedores chamou a atenção, pois alguns detidos possuem título de doutorado, contrapondo a idéia que apenas torcedores de baixo grau de escolaridade participavam de atos de violência. 

Fragilidade 
As autoridades de segurança admitem a fragilidade do sistema penal brasileiro, e dizem que o primeiro passo é prender e julgar todos os torcedores que se envolvam nesse tipo de violência. Sem controle de todos os membros filiados às torcidas organizadas e com um baixo número de cadastrados, a Polícia Militar se sente impossibilitada de tomar uma ação mais contundente, principalmente pelas várias ramificações existentes dentro das organizadas.

As torcidas organizadas de Goiânia se tornaram fontes do terror esportivo. Ainda que nem todos seus membros se portem dessa forma, a maioria parece perpetuar uma cultura de violência.

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