Donos de postos não repassam redução de preços

O Hoje apurou os preços da gasolina e do diesel em alguns postos da capital e constatou pouca ou quase nenhuma diferença

Postado em: 21-10-2016 às 06h00
Por: Redação
O Hoje apurou os preços da gasolina e do diesel em alguns postos da capital e constatou pouca ou quase nenhuma diferença

Milleny cordeiro

Uma semana após a Petrobras aprovar a redução de preços dos combustíveis em todas as refinarias, a queda ainda não foi repassada para as bombas de postos de Goiânia. Pelo menos é o que sentem os consumidores; os próprios frentistas confirmam: o preço continua o mesmo. A expectativa, após a ação da Petrobras, era a diminuição dos valores do diesel em 1,8% e da gasolina em 1,4%, porcentagens que correspondem à queda de R$ 0,05 por litro. 

Pode parecer pouco, mas muitos consumidores gostariam que essa redução ocorresse. É o caso do pedreiro Antônio Carlos Gomes. Ao abastecer sua moto em um posto no Setor Pedro Ludovico, Antônio expressou não ter muitas opções. “Pra mim não houve queda nenhuma, os preços estão iguais em todos os postos”, diz. E estão mesmo, a diferença de preços é calculada em R$ 0,02.

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No posto em que Antônio abasteceu, os valores estão fixos há pouco mais de um mês; o litro da gasolina pode ser adquirido a R$ 3,95 e do diesel a R$ 2,99. De acordo com o frentista Sidimar José Galvão, não existe nem expectativa para um reajuste que agrade o bolso do consumidor. Francisco Viana Santos também não espera por esse reajuste, ele também trabalha em postos, mas circulava pelo local como consumidor. “O preço é o mesmo, a diferença de um lugar pro outro é de pouquíssimos centavos”, afirma. 

O Hoje apurou os preços da gasolina e do diesel em alguns postos da capital e, apesar da pouca diferença, o consumidor pode pagar até R$ 0,20 a menos no litro do diesel.  O valor desse combustível varia de R$ 2,99 a R$ 3,19 o litro. A variação no preço da gasolina é menor, nos quatro postos verificados o consumidor pode desembolsar de R$ 3,94 a R$ 3,97.

Nova política

Essa nova política de preços da Petrobras não ocorria desde 2009. Em suas refinarias, a gasolina sofreu uma redução 3,2% e o diesel teve valor reduzido em 2,7%. Com a decisão, a companhia fará agora avaliações mensais a fim de realizar novos reajustes de valores, se o comportamento dos preços internacionais de combustíveis assim demandar. 

Da última vez que os preços desses combustíveis foram reduzidos nas refinarias, em junho de 2009, o valor da gasolina sofreu queda de
4,5% e o valor do diesel caiu em 15%. No momento, resta ao consumidor esperar pelos reajustes nas bombas, os quais só dependerão dos postos e das distribuidoras. 

Órgãos investigam preços de combustível 

Diante do aumento dos preços dos combustíveis, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) em ação integrada entre a Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon) e a Polícia Civil com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), investiga e fiscaliza postos de gasolinas em toda região metropolitana.

O trabalho conjunto tem como objetivo verificar se há indícios de crimes na elevação do preço no combustível. A coleta de dados junto a 200 postos da região metropolitana já foi concluída, e as distribuidoras e usinas foram notificadas a apresentar notas fiscais e demais informações relativas aos índices de preços praticados. Elas terão dez dias de prazo para isso.    

Além dessas operações, o Procon acompanha rotineiramente todas as variações de preços dos combustíveis. De acordo com o delegado-geral, Álvaro Cássio, a Polícia Civil está investigando “com muito rigor” a questão do aumento do combustível. “Essa investigação é uma ação pública incondicional e nós vamos verificar se há abuso, cartel ou outros tipos de fraudes”, garante.

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