Hugol realiza a primeira captação de pulmões

A família de um paciente de 26 anos de idade, internado no Hospital consentiu na doação de múltiplos órgãos

Postado em: 28-10-2016 às 06h00
Por: Redação
A família de um paciente de 26 anos de idade, internado no Hospital consentiu na doação de múltiplos órgãos

Da redação

Após morte encefálica devido a um acidente vascular cerebral hemorrágico, a família de um paciente de 26 anos de idade, internado no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), consentiu na doação de múltiplos órgãos do rapaz. O ato de solidariedade possibilitou auxiliar sete pessoas que estavam na fila de transplantes em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.

As captações de múltiplos órgãos têm acontecido frequentemente na unidade, mas o diferencial dessa vez é que, além do coração, fígado, rins e córneas, também foi possível pela primeira vez captar pulmões no Hugol. “As captações de pulmões são mais raras devido à complexidade do órgão, muito sensível às infecções e geralmente o primeiro a se inviabilizar”, explica a enfermeira da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos/Goiás, Katiúscia Christiane Freitas.

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Um grupo de 18 pessoas, composta por integrantes das equipes do Hugol, Central de Transplantes além de profissionais de São Paulo e do Distrito Federal, atuou na captação de órgãos e na cirurgia com múltiplos procedimentos concomitantes. A logística é outro ponto crucial nesse trabalho, que contou com auxílio do serviço de transporte do hospital, Samu e Corpo de Bombeiros.

Katiúscia ressalta ainda o fator mais importante dessa captação: “sete vidas foram salvas e nada disso seria possível sem a decisão da família em concordar com a doação de órgãos, além do empenho da equipe do Hugol na manutenção adequada do doador após o diagnóstico de morte encefálica”, conclui.

O diretor geral do Hugol, Hélio Ponciano, ressaltou o compromisso do hospital em salvar vidas. “Mesmo com equipamentos modernos, estrutura de grande porte e profissionais capacitados, alguns pacientes não conseguem se recuperar e fatalmente vão a óbito. É nessa hora que surge a segunda chance de salvar vidas. Com a autorização das famílias dos pacientes desses casos irreversíveis, é possível captar órgãos e tecidos e transplantá-los em outras pessoas que esperam ansiosas por mais uma oportunidade de viver”, conclui.

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