Cuidados podem evitar danos em equipamentos elétricos

A Celg orienta os consumidores a manterem a rede elétrica em boas condições para evitar prejuízos

Postado em: 28-10-2016 às 08h00
Por: Renato
A Celg orienta os consumidores a manterem a rede elétrica em boas condições para evitar prejuízos

Karla Araujo

A Companhia Energética de Goiás (Celg) já recebeu 4.239 reclamações neste ano de casos em que instabilidades na rede de energia causaram danos materiais à população. De acordo com dados da empresa, apenas 35% deles foram deferidos, ou seja, ficou provado que o defeito causado em equipamentos teve como causa problemas na rede. No ano passado, foram 6.140 reclamações do tipo e o percentual de aceitação também foi de 35%.

A gerente de Relacionamento com o Cliente da Celg, Tatiana Celani, afirma que, para colaborar na prevenção a este tipo de circunstância, o consumidor deve investir na manutenção do circuito elétrico de seu imóvel. Em caso de queima de eletrodomésticos, o titular da unidade consumidora deve registrar reclamação na Celg em até 90 dias após a ocorrência. A Celg terá até 10 dias para fazer vistoria no equipamento, sendo que o prazo cai para apenas um dia útil se o equipamento for responsável pela conservação de alimentos ou remédios.

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Em seguida, a empresa terá novo prazo para divulgar o parecer da vistoria. Se o processo for indeferido e o cliente não concordar com o resultado, pode entrar em contato com a ouvidoria da Celg. Se for deferido, o consumidor deve providenciar a documentação solicitada pela empresa para que seja providenciado o ressarcimento. O pagamento é feito preferencialmente por depósito ou crédito nas próximas faturas de energia elétrica do imóvel. Durante o processo, o consumidor não pode acionar conserto particular para o eletrodoméstico.

Prejuízo

A máquina de lavar da auxiliar de enfermagem Giovana dos Santos, 42, estragou há 15 dias. Segundo ela, o problema foi percebido pela família logo após uma queda de energia. “A placa do monitor queimou, ou seja, por mais que o aparelho funcione, não consigo saber em qual estágio da lavagem está”, conta. Giovana já fez o orçamento para o conserto, que vai ficar em R$ 250. Ela pretende concertar o aparelho por conta própria. 

A gerente de atendimento do Procon Goiás, Rosanea Nunes, explica que, caso discordar do parecer da Celg, o consumidor pode acionar o órgão e pedir até mesmo indenização por danos morais e materiais, além do ressarcimento. “Se a petição inicial for de até 20 salários mínimos, o processo pode ser aberto no Procon. Se o consumidor desejar um valor maior, precisa procurar um advogado”, explica Rosanea. 

Comércio investe em geradores de energia

O gerente regional da rede de supermercados Bretas, Pablo Rios, afirma que todas as lojas goianas da companhia contam com gerador de energia. O cuidado é tomado para evitar a perda de mercadorias e garantir o atendimento dos clientes nos caixas. “Não queremos assumir o risco de perder mercadorias ou clientes. Como Goiânia é uma cidade muito quente, poucos minutos com freezer desligado pode causar um prejuízo enorme”, explica Rios.
 
Ainda de acordo com o gerente, cada gerador instalado custa, em média, R$ 300 mil. A manutenção mensal do equipamento é de R$ 2 mil por mês. “O maior investimento é inicial e, sem dúvida, vale a pena”, afirma Rios. O presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo – Seção Goiás (Ibedec-GO), Wilson Rascovit, orienta que comerciantes e consumidores comuns registrem reclamação na Celg todas as vezes que ocorrer uma queda ou instabilidade no fornecimento de energia. “Caso for preciso provar que um dano foi causado por causa do serviço prestado pela companhia, é importante mostrar que o problema era recorrente”, explica o presidente.

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