Cozinha terapêutica melhora vida de idosos

Além de aprenderem novas receitas, mulheres conversam, trocam experiências e recordações

Postado em: 01-11-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Além de aprenderem novas receitas, mulheres conversam, trocam experiências e recordações

Cozinhar desperta a criatividade tem o poder de apurar os sentidos, acalmar e unir as pessoas. Como é bom jogar conversa fora em volta de uma mesa! A comida também nos faz viajar no tempo. Relembramos a infância, uma viagem ao saborear um determinado prato. E no Centro de Convivência de Idosos Cândida de Morais, unidade da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), essa atividade é estimulada por meio da Cozinha Terapêutica.
Todas as segundas pela manhã e quartas-feiras à tarde, os frequentadores colocam a “mão na massa”. Além de aprenderem novas receitas, conversam, trocam experiências e recordações. “Nosso objetivo é diminuir a ociosidade nesta faixa etária e proporcionar mais qualidade de vida. No momento em que estão participando da aula, os idosos interagem, trocam receitas, é um resgate cultural”, explica a terapeuta ocupacional Amanda Borges Xavier, uma das profissionais envolvidas na atividade.
Segundo a terapeuta, cozinhar estimula vários sentidos, o que é positivo para o idoso. “Cozinhar requer movimentos físicos e, ao mesmo tempo, estimula o raciocínio, a concentração, a memória”, pontua, ao acrescentar que os móveis, utensílios e eletrodomésticos utilizados na aula foram colocados de forma a facilitar a atividade.
Para deixar as aulas ainda mais interessantes, Amanda Borges afirma que a cada mês é escolhido um tema. “Em junho, fazemos receitas típicas das festas juninas. Em dezembro, as natalinas. No mês de outubro, por exemplo, escolhemos trabalhar os pratos mais saudáveis, como macarrão de abobrinha e pizza de berinjela. Nosso objetivo é montar um livro com todas as receitas que fizemos”, pontua.

Trocas de receitas
Joaquina Rodrigues Santos, 67 anos, é a frequentadora mais antiga da oficina. Foi uma das primeiras a fazer a inscrição e põe em prática cada receita que aprende na aula. “Já chego em casa e começo a fazer o que aprendi no dia. Adorei a receita do empadão goiano e a do escondidinho de carne seca”.
Além de aprender novidades, dona Joaquina também levou algumas de suas receitas para a aula, e garante que fez muito sucesso. “Todos gostaram do meu bolo de fubá e do meu biscoito assado de polvilho, que chamo de “pé rachado”. Sei fazer uma bolachinha de Natal que é uma delícia e vou trazer a receita para fazer no mês de dezembro”, afirma.
Marieta da Rocha, 73 anos, que há mais de um ano frequenta a oficina, gostou de aprender a fazer pipoca de leite ninho. “Foi uma novidade para mim. Meus netinhos adoraram. Levei uma receita de pamonha assada com requeijão que todo mundo aprovou”.
A instrutora da oficina Wilma Pimenta Alves diz que é gratificante ver a alegria dos frequentadores com o que aprendem durante as aulas. “Eles chegam empolgados dizendo que deu certo a receita e que os filhos, os netos elogiaram”.

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