Ação do Ministério da Agricultura e outros órgãos fecha fábricas clandestinas de agrotóxicos

Postado em: 11-06-2021 às 17h21
Por: Redação
12 toneladas de produtos falsificados e roubados foram apreendidos durante a força-tarefa | Foto: reprodução

Uma força-tarefa entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), fechou sete fábricas de agrotóxicos falsificados e roubados, em Aparecida de Goiânia. Com a ação realizada na realizada na quinta-feira (10/6), quatro pessoas foram presas.

A operação teve como alvo empresas que fraudavam marcas de agrotóxicos e comercializavam para produtores rurais, pessoas jurídicas estas desveladas em razão da Operação Piratas do Campo, deflagrada pela DECAR no início deste ano. Os auditores fiscais federais agropecuários (AFFAS) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o apoio da inteligência do IBAMA, da PRF, PCGO/DECAR e PMGO monitoraram por seis meses o fluxo fiscal e comercial a organização criminosa que atuava em vários estados do país.

Durante a investigação, foi descoberto um esquema que comprava agrotóxicos vencidos e roubados em um mercado paralelo, para realizar parte da produção dos produtos falsificados. Com essa tática, os produtores rurais tinham como desconfiança a falta de qualidade na fabricação dos produtos, com grande parte da produção agrícola perdida.

Foram fiscalizadas de forma simultânea sete empresas, o que rendeu um total de 128 infrações cometidas, que se dividiram entre a manipulação de marcas sem a autorização da empresa produtora até a importação de agrotóxicos sem registro no MAPA. Além dos produtos fraudados, ainda foram recuperados 12.715 kg de agrotóxicos furtados, que retornarão para as vítimas dos furtos.

Também participaram das ações a Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia e a Secretaria do meio ambiente de Aparecida de Goiânia que interditou os galpões.

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