Serviço de bicicleta compartilhada está sem licitação

Postado em: 16-06-2021 às 07h57
Por: João Paulo
Expectativa é que todo o processo ocorra até o final do primeiro semestre deste ano | Foto: Jota Eurípedes

O serviço de bicicleta compartilhada está funcionando sem licitação com a Prefeitura de Goiânia, segundo informações da Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM). A previsão é que o termo de referência da licitação seja entregue à prefeitura ainda neste semestre. A expectativa é que o município faça a contratação de novas bicicletas e estações e que as mesmas sejam disponibilizadas em novos bairros da Capital, assim como a integração com o sistema de transporte público.

Com tudo isso, a SMM espera que o serviço seja cada vez mais integrado com a mobilidade urbana e com menos aspecto de lazer, como ocorreu nessas primeiras utilizações. A licitação, entretanto, ocorre com um certo período de atraso, já que era para ter sido realizada em agosto do ano passado, que foi quando venceu o contrato da prefeitura com a empresa Serttel, de Pernambuco.

O serviço estava disponível em Goiânia desde dezembro de 2016. Porém, é realizado por meio de autorização do uso de espaço público e foi feito após um chamamento. Ou seja, isso significa que não houve um processo de concorrência e um contrato de vínculo entre as partes, mas autorização para que a empresa opere na cidade usando o espaço público para implantar as estações com as bicicletas.

O contrato com a empresa pernambucana chegou a ser aditivado por mais seis meses, em janeiro de 2020. Nesta época, o programa de compartilhamento estava vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação após sair da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivo (CMTC). Foi nesse momento que deu-se início para a discussão da licitação do serviço. Porém, na época, o pensado era em manter o serviço de maneira semelhante ao que está em vigor, com a disponibilização de bicicletas em pontos mais atrativos da cidade. Atualmente, são 20 estações instaladas nas regiões Sul e Central, que são consideradas mais adensadas e também com pessoas com maior pode aquisitivo.

Mudança

Para tentar tirar o viés de lazer, uma das medidas apontadas para ser incluída no processo licitatório é a possibilidade de permitir que a bicicleta passe a noite na casa do usuário. Ou seja, a pessoa pode pegar o meio de transporte em determinado horário no terminal, ir para casa, voltar com ela no outro dia e continuar o seu trajeto de ônibus. Isso já é realidade em algumas cidades brasileiras, como Fortaleza, no Ceará. Na capital cearense, o usuário tem até 14 horas para devolver a bicicleta. Isso permite que o ciclista percorra o terço final do trajeto, que é como os especialistas em mobilidade chamam o trecho realizado entre o desembarque do ônibus e a residência.

Apesar disso, a SMM admite que o maior desafio é fazer com que os veículos cheguem até quem realmente precisa. A empresa que faz o patrocínio em Goiânia, a operadora de plano de saúde Unimed, já demonstrou interesse em continuar patrocinando o projeto. Além disso, a operadora já negocia com a Serttel a continuidade do patrocínio. Além disso, pediu para o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), mais investimentos na malha cicloviária.

Aplicativo

O aplicativo para a continuação do serviço deverá ser gerido pela própria prefeitura. Uma das propostas já realizadas, mas que ainda não obteve resposta, é que o consórcio das empresas do sistema de transporte coletivo (RedeMob) possa ser parceiro na tecnologia de gestão. A ideia é que haja apenas um aplicativo de mobilidade em Goiânia. Nele, será possível comprar passagens de ônibus, BRT e bicicletas. A previsão é que o processo licitatório para o serviço tenha como objeto o fornecimento das bicicletas e das estações, o rastreamento e a distribuição dos veículos.

Além disso, não é descartado que a prefeitura invista em recursos diretamente no sistema de compartilhamento público de bicicletas com subsídio ao programa.

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