Vendas de itens para se exercitar em casa disparam

Postado em: 21-06-2021 às 08h45
Por: Daniell Alves
Praticantes têm montado área de exercícios em casa para fugir dos riscos de treinar em academias | Foto: Reprodução

Os amantes de exercícios físicos estão usando a criatividade durante a quarentena para não ficarem reféns do sedentarismo. Com a redução da capacidade dentro de academias e os riscos que treinar dentro delas proporcionam (mesmo com todos os protocolos ‘anti-covid’ sendo seguidos), os praticantes têm comprado equipamentos para se exercitar dentro de casa. Um site especializado na venda desses itens aponta um crescimento de 2.500% na procura por esses produtos em março deste ano, quando as medidas de circulação de pessoas foram intensificadas por conta da segunda onda da Covid-19.

Cordas, anilhas e colchonetes podem ser utilizados no quintal de casa, na sala ou até mesmo dentro do quarto. O diretor comercial da Netshoes, Murilo Massari, explica que, desde o início da pandemia, foram criadas campanhas para oferecer descontos aos clientes. “Com a necessidade de isolamento social, houve um crescimento expressivo na procura por esse tipo de item. A venda de cordas aumentou 2.000% e a de halteres, 1.900%”, ressalta.

Na Capital, uma das empresas que vende estes produtos é a Movement Goiânia. De acordo com o diretor da unidade, Marcos Paulo Morais, o setor fitness teve um aumento na pandemia em captação de novos clientes home. “trata-se mais de uma mudança de target do que uma crise absoluta no setor. As pessoas perceberam a necessidade de realizar atividade física e isso deu o tom comercial ao longo do ano passado”, frisa ele.

Dentre os equipamentos mais vendidos pela Movement estão os aparelhos de cardio como esteiras, bikes, elípticos, pela praticidade e facilidade de serem usados, assim como os excelentes resultados que esses equipamentos oferecem aos seus usuários.

Agora, o foco é atender todas as solicitações dos clientes, oferecendo suporte e consultoria completa, que envolve desde a escolha dos produtos até o projeto arquitetônico. “Com a decisão, em 2021, da maioria dos municípios e estados em declarar a atividade física como essencial, o que garante o não fechamento das academias, penso que o investimento na área digital, marketing e máquina de venda, deva continuar forte para retomar o relacionamento com as academias, clubes, condomínios”, prevê Marcos.

Para aqueles que sonham em ter uma mini academia em casa, o diretor revela que com o valor de R$ 500 já é possível dar o pontapé inicial. “O valor do investimento varia bastante, pois depende do desejo e disponibilidade do cliente. Com uma mini academia em casa, o usuário pode facilmente alcançar seus resultados com poucos acessórios como colchonete, caneleiras, kit de elásticos, anilhas, barras. O cliente investe até R$ 500 ou pode também investir em um aparelho cardio como uma boa esteira residencial a partir de R$ 5 mil, variando os produtos em tamanho, motor e diferenciais tecnológicos”, explica.

Também há outra opção procurada que são as academias completas para casa. O investimento é a partir de R$ 20 mil e o cliente além do cardio e acessórios, complementa o local com uma estação de musculação onde se pode fazer mais de 20 tipos de exercícios.

Treino no quintal

Somente com o valor de R$ 100 a auxiliar administrativa Ellen Santos, de 23 anos, conseguiu comprar alguns itens para praticar exercícios no quintal de sua casa. Quando não consegue ir à academia por conta da superlotação, ela pega as cordas e utiliza um aplicativo para realizar as atividades. “É uma forma da gente não deixar de praticar, mas não substitui os equipamentos”, revela.

Por isso, ela fez um peso caseiro de 30 kg para ajudála durante os treinos. Os exercícios variam bastante. Ela faz agachamentos, corrida, saltos, além de musculação. “Se fizer certinho todos os dias, também vê resultado. também é importante cuidar da alimentação para que as mudanças aconteçam”, alerta.

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