Falta de sacos de lixo compromete varrição de Goiânia

Postado em: 02-09-2021 às 08h35
Por: Redação
Garis reclamam que quantidade de sacos tem causado problemas na rotina do trabalho em Goiânia | Foto: Reprodução

Por Yago Sales

Pelo menos a metade dos garis da varrição da região do Jardim América foi direcionada para outro tipo de serviço, a rastelagem, no expediente de ontem (1). O jornal O HOJE ouviu, nas ruas e no ponto de apoio do Jardim América, alguns dos servidores da Companhia de Urbanização do Município de Goiânia (Comurg) que reclamam que a quantidade insuficiente de sacos de lixo impossibilita parte do trabalho de recolhimento, principalmente, da folhagem que despenca de árvores em praças, canteiros, parques e rotatórias, em Goiânia. 

A saída em alguns pontos da capital, dizem os garis, é amontoar as folhas que são recolhidas em carrinhos e depositadas em monturos nas praças. “A gente do turno da noite sofre ainda mais. Não sobra nada pra gente”, diz uma gari, mantida sob anonimato para evitar constrangimentos entre os colegas e, ressalta ela, com o “pessoal lá de cima [sobre a direção da Comurg]”. Ela aguarda a saída dos colegas do turno do dia em frente ao ponto de apoio da Comurg.

Um trio de garis, à espera da troca do turno, concorda que a falta do saco tem atrapalhado sobremaneira a rotina da varrição na cidade. “Já aconteceu de a gente pedir comerciantes para ajudar a gente”, diz um. Outro, com cuidado para não ser ouvido, diz: “Tem gari que não tem responsabilidade e leva pra casa ou até dá [saco de lixo] para morador”. 

O repórter fotográfico Jota Eurípedes flagrou o momento em que um dos servidores sai com um desses sacos nas costas. “Não é um que vai fazer falta”, comentou um gari, antes de complementar: “Mas se todos levarem vai fazer falta mesmo”. De qualquer forma, a reclamação predominante é que, nos últimos dias, há até discussão para ver quem leva mais às ruas de Goiânia. “Claro que não tem briga de porrada. Mas a gente tenta conciliar uma quantidade igual para todos”, diz, sorrindo, outra servidora. 

Por outro lado, a maioria dos servidores ouvidos pela reportagem do O HOJE durante a tarde da última quarta-feira (1) aponta a falta de organização da distribuição do saco. “Não tem um dia sequer que a equipe toda tem saco de lixo para fazer o recolhimento”, diz um gari. 

Por mais que a cidade aparentemente pareça que está tudo certo, em alguns pontos o recolhimento dá certo por causa do esforço do servidor. “A gente coloca as folhas, galhos, garrafas, máscaras dentro do carrinho sem saco e anda algumas quadras até um lote baldio”, relata outro. 

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Comurg. A justificativa dada foi que, neste período do ano, com a troca de folhas e muitas espécies de árvores florindo, a quantidade não é suficiente. “Tem estoque aqui tranquilo”, garantiu o porta-voz do órgão.

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