MPGO denuncia jovem que ameaçou vizinha e matou os três cães dela, em Aparecida de Goiânia

Postado em: 03-09-2021 às 18h15
Por: Maria Paula Borges
Denunciado foi preso em flagrante por ameaça e maus-tratos a animais | Foto: Reprodução

O Ministério Público denunciou o jovem de 19 anos, André Felipe Lima, por ter ameaçado uma vizinha e matado os três cachorros dela, em Aparecida de Goiânia. Na denúncia, a promotora de Justiça, Simone Disconsi de Sá Campos, relatou que o jovem havia se mudado para uma residência no Setor Parque Atalaia e resolveu fazer uma festa no último dia 24.

A vizinha, incomodada com o som alto, gritou, de dentro de sua casa, pedindo para que diminuíssem o volume, porque no dia seguinte teria que acordar cedo para trabalhar. No mesmo instante, o denunciado gritou que iria matar a vítima na ‘porrada’ e que iria arrumar ‘uma galera para dar uma surra’ nela e em seu marido caso não ficasse em silêncio e voltasse a incomodá-lo.

Além disso, a denúncia narra que no dia seguinte, André aproveitou que o casal havia saído para trabalhar e que a residência estava vazia, e apoiou uma escada no muro entrando no imóvel.

Com crueldade, ele cortou o pescoço de um dos cães da vítima e pendurou no varal. Em seguida, repetiu o ato no segundo cão e colocou dentro do tanque de lavar roupas. Por fim, pegou o terceiro cão e, novamente, cortou o pescoço do animal deixando-o no quintal da residência. Além de ter escrito na parede da casa, com o sangue dos animais, que a vítima e seu marido seriam os próximos a serem mortos, nos seguintes termos: “vcs são os próximos (sic)”.

Ao chegar na residência, a vítima se deparou com a cena de terror e saiu em via pública gritando por socorro. Policiais militares que passavam pelo local prestaram socorro e prenderam o denunciado em flagrante. Os agentes de segurança encontraram a escada ainda encostada no muro.

André Lima foi denunciado pelos crimes de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penas, por duas vezes, e por maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei n° 9.605/1998, por três vezes. Ele continua preso.

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