Três goianos mortos nos últimos anos têm casos que seguem sem respostas até hoje

Soldado da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Walisson Miranda Costa, de 28 anos, alvejado com um tiro na cabeça, em 22 de

Postado em: 12-09-2021 às 13h30
Por: Nielton Soares
Há quase dois anos foi assassinado o soldado da PM, Walison Miranda; no ano passado, o empresário Francisco de Assis e, neste ano, o anapolino Fábio Escobar | Foto: reprodução

Soldado da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Walisson Miranda Costa, de 28 anos, alvejado com um tiro na cabeça, em 22 de setembro de 2019; empresário Francisco de Assis da Silva Júnior, de 38 anos, morto em 04 de julho de 2020; e ex-coordenador de campanha do DEM, Fábio Alves Escobar Cavalcante, assassinado a tiros em 23 de junho de 2021. O que esses crimes têm em comum, além da suspeita de execução? É que, desde o primeiro, que vai completar dois anos no próximo dia 22, seguem sem solução.

Por meio de nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que foi instaurado o inquérito para apurar o homicídio de Francisco de Assis, dono de uma empresa de segurança privada em Aparecida de Goiânia, onde foi morto, supostamente, por um homem disfarçado de mendigo, como mostram imagens de câmera de vigilância do local. O crime está sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade.

Os outros dois casos, do soldado da PM Walisson Miranda e de Fábio Alves Escobar, segundo a assessoria de imprensa da PCGO, estão com inquéritos na Delegacia Estadual de Homicídios (DIH).

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“Importante ressaltar que os procedimentos estão em fase avançada de apuração, em que diversas diligências foram realizadas e outras ainda estão em curso, inclusive com algumas medidas judicializadas”, citou o comunicado, respondendo os questionamentos do jornal O Hoje.

A polícia acrescentou que há complexidade dos casos, que demandam investigações mais acuradas. “Contudo, os delegados de polícia responsáveis, em virtude do interesse das investigações e da necessidade da manutenção do sigilo das diligências, se pronunciaram apenas em momento oportuno”, finalizou.

Acerca desses três crimes, o Ministério Público de Goiás (MPGO) foi consultado e salientou que como os inquéritos não foram remetidos à Justiça pelas autoridades policiais, uma vez que não foram concluídos, o órgão denunciante não foi ainda ‘provocado’ para se manifestar.  

Relembre

Walisson Miranda Costa

Próximo de completar dois anos, o assassinato do soldado da PM, Walisson Miranda Costa, de 28 anos, ocorreu em 22 de setembro de 2019, quando ele e mais dois policiais faziam patrulhamento no Anel Viário de Aparecida de Goiânia.

De acordo com informações da Polícia Militar de Goiás (PMGO), na época, a equipe estava em um veículo descaracterizado, em trabalho de investigação da inteligência do Comando de Policiamento Especial (CPE), e foi surpreendida por criminosos em uma caminhonete preta, que chegaram atirando. Depois do atentado, fugiram e abandonaram a caminhonete na GO-040.

Walisson levou um tiro na cabeça e foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) em estado gravíssimo, passou por cirurgia, mas não resistiu.

Francisco de Assis da Silva Júnior

Empresário do segmento de segurança privada, Francisco de Assis da Silva Júnior, de 38 anos, foi assassinado a tiros no meio da rua no Jardim dos Girassóis, em Aparecida de Goiânia. O crime ocorreu durante a manhã do dia 04 de julho do ano passado, próximo da casa e da empresa da vítima.

De acordo com as investigações, imagens de câmeras de segurança mostram toda a ação do criminoso, que chega empurrando uma bicicleta e para na porta da casa de Francisco. Ambos chegaram a conversar, e mesmo armado, ele foi baleado, tentou fugir e recebeu mais quatro disparos. Na sequência, o criminoso pega a arma do empresário e foge.

Fábio Alves Escobar Cavalcante

O empresário anapolino Fábio Alves Escobar Cavalcante, de 38 anos, foi assassinado a tiros dentro de um táxi, quando ia negociar a compra de uma lavanderia no Setor Sul Jamil Miguel, em Anápolis. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 2018, Fábio coordenou a campanha eleitoral de Ronaldo Caiado em Anápolis, para o Governo de Goiás. Em maio de 2019, o empresário chegou a gravar e divulgar vídeos denunciando supostas irregularidades no DEM, sem confirmação da polícia se isso seria a motivação do crime.

Na sequência, o empresário denunciou também que estava sofrendo ameaças de morte, e sendo vítima de estelionato e jogos de azar.

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