Movimento ‘Grito dos Animais’ promove reunião no Ministério Público para exigir tratamento e acolhimento de animais

Postado em: 15-09-2021 às 17h31
Por: Giovana Andrade
Ativistas da proteção animal solicitam a criação de um hospital veterinário público, voltado para animais em situação de rua e para aqueles cujos tutores são pessoas de baixa renda, protetores independentes e abrigos. | Foto: Reprodução

Organizado por defensores da causa animal, será realizado nesta quinta-feira (16/09) o evento denominado Grito dos Animais, divulgado como uma reunião pacífica na sede do Ministério Público do Estado de Goiás, a fim de solicitar que o poder público ofereça cuidados a animais em situação de vulnerabilidade. Um dos pontos a serem tratados é a demanda por um hospital veterinário público e uma delegacia eletrônica de proteção animal.

Uma das organizadoras do evento, a advogada Leilamar Santana, que faz parte do movimento ativista pela proteção animal desde 2016, explica que o Grito dos Animais é um movimento que une organizações não governamentais (ONGs), protetores independentes e a sociedade civil em defesa dos direitos dos animais.

Segundo Leilamar, o poder público não presta nenhum serviço a animais que precisam de algum tipo de tratamento, embora tenha condições de fazê-lo. Ela explica que, em reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), foi determinado que parte das verbas destinadas ao Meio Ambiente devem ser direcionadas ao tratamento e acolhimento de animais, o que não está sendo cumprido.

“A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) tem condições de oferecer esses cuidados. O hospital público não saiu ainda por falta de gestão, porque não conseguiram apresentar coisas simples como uma planilha bem feita”, diz, em referência ao fato de que a tramitação do projeto do hospital veterinário público foi interrompida porque não foi especificado como a verba seria utilizada.

A advogada conta ainda que já está circulando um abaixo-assinado, com mais de 96 mil assinaturas, pedindo a criação do hospital público para animais e uma delegacia eletrônica de proteção animal, para receber denúncias de agressões a animais.

O hospital público, voltado para animais em situação de rua e para aqueles cujos tutores são pessoas de baixa renda, protetores independentes e abrigos, deve ser equipado com salas cirúrgicas, sendo uma exclusiva para castrações, um ambulatório, um consultório odontológico e salas de vacinação. “Os animais terão a possibilidade de realizar raio-x, ultrassom, além de exames que detectem, por exemplo, gravidez e a presença do FIV, vírus que compromete o sistema imunológico dos gatos, responsável pela AIDS felina”, esclarece Leilamar.

“Queremos também áreas de internação para animais portadores de doenças contagiosas e áreas amplas para animais em reabilitação, permitindo o atendimento de fisioterapia para os que precisarem, alimentação e alojamentos confortáveis”, completa.

Além disso, o movimento exige que o hospital seja gerido pelo poder público, uma vez que, quando foi sugerido o envolvimento de organizações sociais (OSs), considerou-se limitar o serviço a 25 atendimentos por dia, o que, na visão de Leilamar, seria insuficiente. Outra exigência é que, no hospital público, seja proibida a prática de eutanásia quando houver qualquer possibilidade de tratamento ou reabilitação.

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