Novo Plano Diretor: construção de prédios sem vagas de garagem poderá ser realidade em Goiânia

A inexistência de garagens poderia incidir em menor custo do IPTU, além de incentivar o uso do transporte coletivo.

Postado em: 19-09-2021 às 11h00
Por: Ícaro Gonçalves
A inexistência de garagens poderia incidir em menor custo do IPTU, além de incentivar o uso do transporte coletivo | Foto: Reprodução/ Pixabay

Entre as alterações propostas para o Plano Diretor de Goiânia, está a possibilidade de construção de prédios sem vagas de garagem para os imóveis situados ao longo dos eixos exclusivos nas áreas mais populosas da cidade, como a Avenida Anhanguera, BRT Norte-Sul, Avenida 85, T-63, entre outras.

Atualmente a existência de vagas de garagem nos imóveis é obrigatória. A quantidade é determinada a partir do tipo de imóvel e do tamanho. A proposta de alteração teria como fundamento a diminuição dos custos da habitação, o que poderia gerar apartamentos mais baratos.

Além disso, a inexistência de garagens poderia incidir em menor custo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), devido a uma menor área edificada. Também se defende que a medida incentivaria o uso do transporte coletivo.

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Para o advogado especialista em direito imobiliário Diego Amaral, do escritório Dias & Amaral, a proposta se ajusta ao que o mundo exige hoje em dia. “Cada vez mais as pessoas utilizam menos carros próprios e passam a vender seus automóveis para investir”, salienta Diego.

O especialista ainda diz que é natural nos dias atuais as pessoas passarem a morar perto do trabalho conforme o crescimento da cidade. Isso porque alguns bairros são independentes, por possuírem toda infraestrutura necessária como shopping, farmácia, supermercados, escolas e lazer.

“Esse modelo de imóvel será uma tendência natural, e poderá impactar menos a logística e o trânsito da cidade, fazendo com que os espaços sejam ocupados mais por moradias e menos por vagas de garagens”, afirma o advogado.

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