Em primeira audiência pública, vereadores chamam passaporte da vacina de ditadura e apartheid

Debate sobre projeto que pretende proibir a exigência de comprovação de vacina aconteceu nesta segunda-feira.

Postado em: 20-09-2021 às 17h44
Por: Alice Orth
Debate sobre projeto que pretende proibir a exigência de comprovação de vacina aconteceu nesta segunda-feira. | Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (20/09) foi realizada a primeira audiência pública na Câmara de Goiânia para discutir o passaporte da vacina no município. A sessão foi presidida por Kleybe Morais (MDB), para discutir o projeto do parlamentar Ronilson Reis (Podemos) que pretende proibir a exigência de apresentação de comprovante de vacinação ou do Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS) para permitir o acesso e a permanência em locais públicos ou privados, eventos culturais e esportivos.

“Eu acredito que não devemos usar o nome de passaporte sanitário, pois esconde a real intenção. O nome correto deveria ser apartheid sanitário ou segregação vacinal, porque é isso que iremos enfrentar. As pessoas querem transparência”, disse o comentarista político, Fred Rodrigues, em espaço cedido pelo autor da proposta.

O advogado e membro da União dos Juristas Católicos da Arquidiocese de Goiânia (Unijuc) argumentou que o passaporte é “incompatível” com a Constituição Federal e tradados internacionais. “Existem violações claras à nossa Constituição. Eu entendo que esse passaporte é ilegal, inconstitucional e viola direitos e princípios fundamentais da pessoa humana e, portanto, não deve ser uma obrigação”, relatou.

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A otorrinolaringologista Maria Emília Gadelha, que já foi desmentida pelo jornal Estadão ao dizer que as vacinas são experimentais, tomou a palavra para dizer que o passaporte é uma medida “autoritária”. “O que temos visto nessa pandemia é o absoluto controle da informação com o único objetivo de imunização em massa, sendo indiferente à decisão individual dos cidadãos e inexistente a discussão científica. O programa de vacinas para a Covid-19 foi implementado de forma autoritária, sem confrontar opiniões de especialistas. As mídias sociais definem quais informações são verdadeiras e quais são as falsas. Não há debate”, debateu ela.

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