Justiça decreta prisão de tenente da Polícia Militar por tortura a advogado, em Goiânia

Cinco policiais foram denunciados e tiveram a posse de arma suspensa.

Postado em: 22-09-2021 às 15h18
Por: Alice Orth
Cinco policiais foram denunciados e tiveram a posse de arma suspensa. | Foto: Reprodução

Após o pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), que denunciou cinco policiais militares por prática do crime de tortura contra o advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior, o tenente da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Gilberto Borges da Costa teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta quarta-feira (22/09).

O cabo Robert Wagner Gonçalves de Menezes e os soldados Idelfonso Malvino Filho, Diogenys Debran Siqueira e Wisley Liberal Campos foram afastados de suas atividades policiais ostensivas e devem ser alocados em atividades administrativas. Eles tiveram o porte de armas suspenso e o armamento recolhido.

A agressão ocorreu no dia 21 de julho deste ano, em frente ao Centro Comercial Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário, em Goiânia. De acordo com a ação do MP, os policiais abordaram um cuidador de carros por volta das 11h. Ele teria se envolvido em uma discussão com o tenente.

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Gilberto acertou-o com tapas no rosto e entrou no centro comercial, perguntando quem teria sido responsável por interferir na sua abordagem. Orcélio Ferreira Silvério, administrador do centro comercial, tentou conversar com o policial, mas recebeu tapas e socos enquanto era revistado.

O advogado e filho do administrador, Orcélio Ferreira Júnior, foi chamado ao local por testemunhas. Ele começou a gravar com o celular o espancamento, dizendo que o vigilante de carros era seu cliente. Em retaliação e para impedir as imagens, ele sofreu socos no rosto, chegando a desmaiar e acordar com os soldados Diogenys e Wisley segurando seus braços para que o o tenente pudesse bater.

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