Como a retirada do excesso de pele das pálpebras contribui para a saúde e aparência dos olhos

Popular durante a pandemia, procedimento remove a flacidez dos olhos e aumenta o campo de visão

Postado em: 26-09-2021 às 12h59
Por: Redação
Popular durante a pandemia, procedimento remove a flacidez dos olhos e aumenta o campo de visão | Foto: Reprodução

Uma das primeiras regiões da face a apresentar sinais de envelhecimento, os olhos ganham atenção especial que associam saúde e estética. Conforme explica o médico oftalmologista, Fernando Pacheco Veríssimo, a crise sanitária, provocada pela pandemia do novo coronavírus, e a consequente obrigação do uso constante das máscaras de proteção colocaram o olhar em evidência.

“A sensação de peso nos olhos, a visão cansada e a aparência envelhecida são as principais queixas de quem recorre aos consultórios para a realização da blefaroplastia. O procedimento cirúrgico é capaz de retirar o excesso de pele e bolsas de gordura da pálpebra e da região inferior dos olhos. Associa tanto motivos estéticos quanto cuidado com a saúde, por isso é indicado quando o paciente apresenta queixas de visão cansada e limitada”, explica o médico.

Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) apontam que em 2020 houve um aumento de 50% no número desse procedimento em comparação ao ano de 2019. A pesquisa revela que os principais grupos que recorrem à blefaroplastia são os idosos, mais por motivos de saúde e bem-estar do que estéticos. Em seguida aparecem os jovens e os adultos, pelo incômodo estético. Por fim, pacientes com doenças congênitas e vítimas de acidentes. “A blefaroplastia melhora não apenas a aparência como ajuda a abrir melhor os olhos, sendo um procedimento com benefícios funcionais”, enfatiza o oftalmologista.

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Cirurgia e pós-operatório

Conforme explica Fernando Veríssimo, a cirurgia é confortável e indolor, sendo feita em um centro cirúrgico, com anestesia local, e, geralmente, sob sedação. Durante o procedimento, é retirado todo o excesso de pele e gordura das pálpebras, respeitando parâmetros técnicos, de forma que seja preservada ou restaurada a função primária das pálpebras, que é a proteção do globo ocular.

“Uma das maiores vantagens desta cirurgia é a sutileza das cicatrizes. Como a pele deste local não é espessa, as marcas tendem a ficar muito finas e camufladas pelos sulcos formados pela pele”, esclarece o oftalmologista, ressaltando que o uso do tampão logo após a cirurgia, por um período de 24 horas, pode ser o único maior incômodo em pacientes que possam vir a apresentar alguma fobia. “Neste caso, prescrevemos sedativos que acalmam e fazem o paciente dormir durante esse período”, tranquiliza. Já a equimose (arroxeado) e o inchaço demoram de três semanas a um mês para desaparecerem completamente. “Para acelerar a recuperação, repouso absoluto, cama com a cabeceira elevada e compressas frias”, recomenda o médico.

Os pontos são retirados, em média, de cinco a 14 dias depois, dependendo da cicatrização. Evitar a exposição ao sol pelo menos nos primeiros 15 dias e uso de protetor solar, chapéu e óculos de sol nos 15 dias seguintes são fundamentais para não escurecer as cicatrizes. Além disso, deve-se evitar dormir de lado e o uso de maquiagens e cremes na região, higienizar delicadamente com água e sabão e usar corretamente as pomadas e colírios prescritos.

Riscos

Entre os riscos da blefaroplastia estão o sangramento e, eventualmente, hematomas, assimetrias, alterações das cicatrizes e a retirada excessiva de tecidos de modo que as pálpebras não cubram mais completamente os olhos. “Mas são riscos menos graves e pouco frequentes, representando menos de 10% dos casos”, adverte Fernando Veríssimo.

Quanto à volta do excesso de pele, é possível que aconteça após alguns anos devido às estruturas faciais que vão se tornando mais flácidas com o envelhecimento. No entanto, a cirurgia pode ser realizada mais de uma vez, sempre respeitando a função de proteção das pálpebras.

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